Oliver Stone leiloa obras de arte chinesas em Hong Kong

quarta-feira, 8 de outubro de 2008 12:38 BRT
 

Por James Pomfret

HONG KONG (Reuters Life!) - O diretor de Hollywood Oliver Stone vai pôr à venda uma coleção de arte contemporânea chinesa nos leilões de outono da Christie's em Hong Kong, no final de novembro, disse a casa de leilões nesta quarta-feira.

A Christie's disse que serão oferecidas cinco "obras de alto calibre" pertencentes ao diretor premiado com o Oscar de filmes como "Platoon" e "JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar". O valor conjunto dos trabalhos é maior que HK$40 milhões (5 milhões de dólares).

De acordo com a casa de leilões, as obras, criadas por artistas chineses como Zhang Xiaogang, Liu Wei, Gu Wenda e Tang Zhigang, destacam visões analíticas e em vários casos desconstrutivas da sociedade, da cultura e do papel do indivíduo e da nação.

"O foco dessas obras selecionadas da coleção de Oliver Stone é voltado a obras iniciais que ajudaram a elevar o perfil desses artistas, revelando-os ao público internacional", disse a Christie's em comunicado.

O maior destaque da coleção de Stone, a ser vendido no leilão Noite e Dia de Arte Contemporânea Asiática da Christie's, em 30 de novembro, é "Bloodline: Big Family No. 2", de Zhang Xiaogang, estimado em cerca de HK$30 milhões (4 milhões de dólares).

"As pinturas de Zhang proporcionam uma visão singular e muito especial da China moderna. Elas têm sido imensamente importantes ao revelar compassivamente a consciência, o desejo e a dor de uma nação antes enclausurada, e este trabalho é um dos mais importantes do artista a chegar ao mercado nas temporadas recentes", disse a Christie's.

Também serão oferecidos no leilão dois trabalhos de Liu Wei, o "enfant terrible" do movimento chinês cínico realista.

Nos últimos anos, obras de arte contemporânea chinesa vêm despertando enorme interesse nas salas de leilão de Londres, Nova York e Hong Kong, quebrando recordes sucessivos, e até agora o mundo das artes parece não estar sendo atingido pela crise financeira que tumultua os mercados mundiais.

Mas, num possível sinal de mudança nessa tendência, alguns quadros altamente valorizados não foram comprados num grande leilão da Sotheby's realizado em Hong Kong, no sábado, e que é um barômetro semestral chave do clima dominante entre os maiores colecionadores de arte do mundo.

Alguns leiloeiros, porém, ainda dizem que há muito interesse por arte asiática entre compradores abastados da China, Rússia e dos países do Golfo.