9 de Outubro de 2008 / às 16:20 / 9 anos atrás

ENTREVISTA-DiCaprio pede participação dos jovens em eleição

<p>O ator norte-americano Leonardo Di Caprio posa em entrevista &agrave; imprensa em T&oacute;quio em 18 de janeiro. Nascido em Hollywood, Di Caprio come&ccedil;ou a atuar ainda adolescente e foi indicado ao Oscar com apenas 19 anos de idade. O astro &eacute; um exemplo t&iacute;pico da m&aacute;quina de fabricar &iacute;dolos dos est&uacute;dios de cinema.Kim Kyung-Hoon</p>

Por Bob Tourtellotte

LOS ANGELES (Reuters Life!) - Nascido em Hollywood, Leonardo DiCapri começou a atuar ainda adolescente e foi indicado ao Oscar com apenas 19 anos de idade. O astro é um exemplo típico da máquina de fabricar ídolos dos estúdios de cinema.

Ele levou as mulheres ao delírio no maior sucesso de bilheteria de todos os tempos, "Titanic" (1997), mas sua aparência juvenil significava que a transição para papéis de protagonistas fortes seria difícil. Apesar disso, ao deixar a casa dos 20 anos e ingressar na dos 30, recebeu outras indicações ao Oscar pelo papel de Howard Hughes em "O Aviador", de 2004, e, dois anos mais tarde, pelo de um contrabandista de diamantes em "Diamante de Sangue."

DiCaprio tornou-se ativista ambiental e fez um documentário sobre o aquecimento global, "A Última Hora". Agora ele também se envolve em política, e pede a participação da juventude dos Estados Unidos.

Donald De Line, produtor do novo thriller de espionagem estrelado por DiCaprio, "Rede de Mentiras", que trata da CIA e das guerras do Afeganistão e Iraque, descreveu o ator como "homem intelectualmente curioso que possui uma visão de mundo madura."

DiCaprio falou à Reuters sobre "Rede de Mentiras", em que faz um agente da CIA que tenta encontrar sentido em sua vida na organização, e das eleições presidenciais do mês que vem em novembro.

Veja a entrevista a seguir:

Pergunta: À medida que você amadurece, torna-se importante fazer papéis que transmitem uma mensagem aos espectadores? Foi o caso de "Diamante de Sangue" e é o caso de "Rede de Mentiras."

Resposta: Com certeza. A gente é atraído inconscientemente para temas como esses. São instigantes, provocantes, um pouco perigosos. Isso nem sempre quer dizer que as pessoas: a) vão querer vê-los, ou b) que os filmes terão qualidade, ou ainda c) que terão qualquer impacto. Em primeiro lugar é preciso fazer um filme que diverte. Depois você diz "agora vamos falar de política". Se você faz um filme apenas para transmitir uma posição -- acho que não é o caso deste filme -- e as pessoas não vão vê-lo, é uma grande perda de tempo.

P: Quando um filme peca por pregar em excesso?

R: É preciso deixar nossa própria política de lado. É preciso procurar a verdade e usar o que as pesquisas apontam como mais realista. Em "Rede de Mentiras" usamos histórias coletivas e operações que, ao que constam, aconteceram de fato. Mas o filme também precisa divertir.

P: A mensagem parece ser que o mal gera o mal, seja de que lado você estiver?

R: Foi isso o que gostei em meu personagem. Ele é um agente da CIA altamente treinado. Mas, se você se visse em algumas das situações que ele vive, poderia identificar-se com seus dilemas morais -- tentar ser honrado e leal a seu país, mas ao mesmo tempo ser uma boa pessoa, num momento em que todos estão enganando a todos. Existe nele um norte moral com que as pessoas se identificam.

P: A quantas anda seu ativismo?

R: Tenho o projeto Greensburg, que está reconstruindo uma cidade inteira no Kansas. Continuo a trabalhar com programas que chegam à população. A lição mais profunda que aprendi com tudo isso é que as pessoas não querem que lhes digam o que fazer ou como pensar. Minha grande mensagem sobre esta eleição próxima é que espero que o movimento jovem apareça com força total, que os jovens que se preocupam com a política para os próximos 50 anos saiam às urnas para votar pelo candidato que acham que melhor representa os Estados Unidos.

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