Oliver Stone diz que filme sobre Bush não tem maldade

sexta-feira, 10 de outubro de 2008 19:41 BRT
 

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - A cinebiografia do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, dirigida por Oliver Stone, certamente seria controversa, dadas as inclinações liberais do diretor.

Além disso, Stone decidiu optar pela estréia de "W." nos cinemas dos Estados Unidos apenas três semanas antes dos norte-americanos escolherem seu próximo presidente -- uma atitude calculada para levar os eleitores a refletir sobre os últimos oito anos e sobre o futuro.

O filme é parte drama, parte sátira, mas, ainda assim, o diretor de "JFK" e "Nixon" argumenta que ele não é uma crítica destrutiva a Bush -- e até agora, os críticos concordam. O veredicto final será conhecido na estréia em 17 de outubro.

"Seja quem for o vencedor da eleição, o impacto de Bush mudou o mundo", disse Stone à Reuters. "Esse homem nos deixou com três guerras -- Iraque, Afeganistão e a guerra contra o terror -- e o legado do ataque preventivo", acrescentou o diretor.

"Estes são legados que irão assombrar seu sucessor por anos. É bom que as pessoas, antes da eleição, pensem sobre quem elegeram oito anos atrás, e sobre onde nós estamos como um país agora", disse o vencedor de três Oscars.

Com o ator Josh Brolin no papel principal, "W." é um raro filme sobre um presidente norte-americano em ofício, feito por um diretor cujos filmes passados foram criticados por misturarem fato e ficção.

Stone diz que a audiência não irá ver o retrato de oposição que seus críticos esperam do diretor do filme sobre a guerra do Vietnã "Platoon" e do documentário sobre Cuba "Procurando Fidel".

"Não foi nossa intenção trazer maldade ou julgamento sobre George W. Bush e seu governo. Ele e seu governo claramente falam por si mesmos", disse Stone.   Continuação...

 
<p>Cartaz de divulga&ccedil;&atilde;o do filme "W." de Oliver Stone. A cinebiografia do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, dirigida por Oliver Stone, certamente seria controversa, dadas as inclina&ccedil;&otilde;es liberais do diretor.REUTERS/Lionsgate Films/Handout</p>