Em Frankfurt, Paulo Coelho elogia versão de livros na Internet

terça-feira, 14 de outubro de 2008 13:12 BRT
 

Por Georgina Prodhan

LONDRES (Reuters) - Distribuir versões digitais gratuitas de livros online pode estimular em vez de prejudicar as vendas de livros tradicionais, disse o escritor Paulo Coelho na abertura da Feira de Livro de Frankfurt, a maior do mundo, nesta terça-feira.

Autor de "O Alquimista" e "Onze Minutos," o brasileiro afirmou que os editores devem explorar as possibilidades que a web oferece, em vez de considerá-la uma inimiga. Coelho vem distribuindo versões digitais de seus livros gratuitamente na Internet há anos e acredita que essa estratégia reforçou as vendas de seus livros, pelo menos na Rússia.

"Eles lêem algumas páginas e pensam: meu Deus, é muito mais fácil comprar o livro do que ler nesta tela -- então, eles vão lá e compram o livro", disse Coelho em entrevista coletiva após discursar na abertura do evento.

"A web... está impondo uma nova maneira de dividir idéias e desafiando velhos modelos econômicos", acrescentou.

A venda de livros online é o avanço mais importante dos últimos 60 anos no setor dos livros, de acordo com pesquisa realizada pelos organizadores da feira mundial do livro, que começa nesta terça-feira e tem duração de uma semana.

Quarenta por cento dos 1.000 profissionais de mais de 30 países entrevistados para a pesquisa acreditam que o conteúdo eletrônico vai ultrapassar as vendas de livros tradicionais até o ano 2018 -- se bem que um terço dos entrevistados tenham previsto que isso jamais vai acontecer.

Mas o que a maioria dos editores entende por digitalização tem menos a ver com compartilhar gratuitamente que com disponibilizar conteúdo proprietário online.

Hoje todos enxergam os benefícios de lojas online como a Amazon, mas projetos como o motor de buscas de livro do Google, que permite a busca no texto integral de livros escaneados pelo Google, ainda assusta a muitos.   Continuação...

 
<p>Autor brasileiro Paulo Coelho e o diretor da Feira do Livro de Frankfurt antes de entrevista coletiva na Alemanha, nesta ter&ccedil;a-feira. REUTERS/Alex Grimm</p>