ESTRÉIA-"Corrida Mortal" imagina futuro sombrio nos EUA

quinta-feira, 16 de outubro de 2008 15:00 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A se julgar por "Corrida Mortal", o futuro não parece muito promissor para os Estados Unidos, independente de quem ganhar as próximas eleições presidenciais. A trama se passa em 2012, quando a economia norte-americana entrou em colapso e as taxas de desemprego e crimes aumentaram. O filme estréia em circuito nacional nesse fim de semana.

Em meio a esse caos, as grandes corporações assumiram a administração de penitenciárias e lucram com lutas entre presidiários. O mais violento desses espetáculos é conhecido como Corrida Mortal, e acontece em Terminal Island. O local é administrado por Hennessey (Joan Allen, de "O Ultimato Bourne"), que enfrenta uma crise depois de perder na pista um dos principais competidores, conhecido como Frankenstein.

Visando aumentar a audiência, ela traz para arena um novo piloto: Jensen Ames (Jason Statham, "Efeito Dominó"). Ele foi condenado por um assassinato, mas se conseguir ganhar a corrida de três dias receberá em troca sua liberdade. Se perder, morrerá, pois apenas um competidor sobrevive à corrida mortal.

Para se proteger, Ames deverá usar a máscara de metal de Frankenstein e seu carro, um Mustang V8 Fastback, que é super-equipado com armas, bombas e lança-chamas. Seu treinador é vivido por Ian McShane ("A Bússola de Ouro") e sua equipe inclui Gummer (Jacob Vargas, de "Bobby") e List (Fred Koehler, de "Dominó - A Caçadora de Recompensas").

O maior adversário de Ames é Joe Metralhadora, que matou Frankenstein e é interpretado por Tyrese Gibson ("Transformers").

"Corrida Mortal" é uma atualização de "Corrida da Morte - Ano 2000", de Paul Bartel, com produção de Roger Corman, e adapta para os tempos atuais a paranóia mostrada no filme de 1975, agora colocando como foco os reality shows.

A direção é de Paul W.S. Anderson, diretor de filmes como "Resident Evil" e "Alien VS Predador", e que em seus filmes tem trabalhado com futuros sombrios, combinando elementos de ação e ficção científica. Aqui, o excesso de cenas de ação dilui o potencial do tema e da crítica que "Corrida Mortal" aparentemente se propõe fazer da sociedade contemporânea.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)