Genebra alia arte, sexo e morte em ópera de Offenbach

segunda-feira, 20 de outubro de 2008 15:55 BRST
 

Por Jonathan Lynn

GENEBRA (Reuters Life!) - Uma nova produção de "Os Contos de Hoffmann" no Grand Theatre de Genebra mistura arte, sexo e morte numa leitura incomumente niilista e sombria da ópera de Jacques Offenbach.

O público conservador de ópera frequentemente se escandaliza com produções modernas que levam sexo ao palco, queixando-se de que os diretores estão impondo sua visão pessoal às obras.

Mas, a julgar pelos aplausos que saudaram a estréia da ópera no domingo, o diretor francês Olivier Py mostrou que sexo e nudez podem funcionar quando se mantêm fiéis ao espírito da ópera.

"Arte, sexo e morte -- é nisso que terminam obrigatoriamente todas as grandes obras", escreveu Py nas notas do programa. "Mas essa trilogia necessariamente banal é pintada em cores singulares nos 'Contos de Hoffmann' de Offenbach."

O elenco forte -- encabeçado pelo tenor belga Marc Laho no papel-título -- também alimentou o entusiasmo do público.

"Contos de Hoffmann" é a terceira parte da Trilogia do Diabo, um mini-festival de óperas montadas em Genebra envolvendo o diabo.

No início deste mês, Py, que é diretor do teatro Odeon, em Paris, encenou novas produções de "O Franco-Atirador", de Carl Maria von Weber, e "A Danação de Fausto", de Hector Berlioz.

Offenbach é conhecido sobretudo por operetas alegres como "Orfeu no Inferno", com sua célebre cena de cancã.   Continuação...