Conhecida por luxo, galeria histórica de Milão sofre abandono

quarta-feira, 22 de outubro de 2008 13:32 BRST
 

Por Barbara Cornell

MILÃO (Reuters Life!) - A histórica Galleria Vittorio Emanuele 2a já foi descrita como a flor na lapela de Milão, mas é uma flor que ultimamente anda mostrando seus espinhos, precisando de reparos urgentes.

Inaugurada em 1878, o domo de alvenaria, ferro e vidro que forma uma via de pedestres entre a catedral do Duomo e a casa de ópera La Scala é há anos motivo de orgulho dos milaneses, que o descrevem como sua "sala de estar."

A Prada foi inaugurada ali, em 1913. Gaspare Campari misturava licores em sua loja. Charlie Chaplin e Maria Callas jantaram em seus restaurantes. A galeria já recebeu artistas de rua, manifestantes atirando pedras e pobres recebendo cestas de Natal.

Mas hoje as lojas de luxo como Louis Vuitton, Gucci e Prada se alinham diante de um piso de mosaico esburacado, cujos desenhos belíssimos estão marcados por rachaduras, manchas negras e azulejos que faltam.

Algumas das salas que cercam a via principal estão trancadas ou abandonadas, com buracos em suas paredes. Em setembro, bueiros entupidos converteram uma chuvarada em inundação.

"Este lugar está caindo aos pedaços", disse Maria Teresa Baldi, que há 13 anos trabalha para a Associação Nacional de Voluntários de Guerra, que tem um escritório no complexo construído no século 19.

"Você já viu as paredes?", perguntou, indicando uma rachadura que cobre toda a parede, parcialmente escondida por fotos de guerra e um capacete verde. "É uma vergonha".

Na semana passada, a prefeitura de Milão fixou um prazo de até 10 de dezembro para licitações para um contrato de 1,5 milhão de euros (1,93 milhão de dólares) de restauração do piso. Uma licitação anterior não atraiu interessados.   Continuação...

 
<p>P&uacute;blica assiste apresenta&ccedil;&atilde;o "Europa Riconosciuta" no Duomo, em Mil&atilde;o, em dezembro de 2007. A hist&oacute;rica Galleria Vittorio Emanuele 2a j&aacute; foi descrita como a flor na lapela de Mil&atilde;o, mas &eacute; uma flor que ultimamente anda mostrando seus espinhos, precisando de reparos urgentes. (foto de arquivo) REUTERS/Giampiero Sposito (Newscom TagID: rtrphotos053257) [Photo via Newscom]</p>