NY Times não prevê mais cortes de profissionais da redação

terça-feira, 28 de outubro de 2008 14:44 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - O The New York Times não prevê cortar mais funcionários da redação de seu jornal principal, disse seu editor-executivo aos funcionários da empresa, ressalvando que a "visibilidade limitada" em meio à crise financeira em curso não lhe permite dar garantias.

"Não antevejo outra rodada de cortes de funcionários da redação", disse o editor-executivo Bill Keller a funcionários da redação em reuniões realizadas na segunda-feira.

"Não há garantias. Mas, neste momento, mesmo com os problemas crescentes na economia global, nossa meta é seguir adiante sem outra onda de vendas de participações acionárias ou cortes de funcionários da redação", disse ele, segundo declarações preparadas.

O New York Observer reproduziu suas declarações na terça-feira.

No início do ano o New York Times ofereceu participações acionárias e cortou um número pequeno de profissionais da redação. Além disso, o jornal deixou algumas vagas em aberto.

Esse tipo de corte é raro no NYT, que emprega mais de mil pessoas em sua operação jornalística. Esse número de profissionais era comum nos grandes jornais diários no passado, mas vem diminuindo em muitos deles à medida que a queda na receita publicitária obriga à realização de cortes.

Keller disse aos funcionários que eles terão que viver com parcimônia. "Uma recessão profunda e prolongada vai implicar na busca de economias, e, enquanto continua a busca por novas receitas, haverá zero luxos e pouco conforto."

O editor observou que o mesmo se aplica a ele. "Na semana retrasada eu estava voltando da Califórnia de avião e, por acaso, estava sentado ao lado de uma pessoa do departamento de publicidade do Times (estávamos na classe econômica, por sinal)", disse ele.

No dia 23 deste mês o NYT divulgou prejuízos operacionais no terceiro trimestre e a empresa informou que sua receita publicitária caiu.