31 de Outubro de 2008 / às 18:54 / 9 anos atrás

Rainha da Espanha é criticada por comentário sobre casamento gay

Por Sarah Morris e Teresa Larraz

MADRI (Reuters) - A rainha da Espanha foi criticada na sexta-feira por ter dito que se opõe ao casamento gay, às paradas gays e ao aborto, em uma recente biografia.

"Se essas pessoas querem viver juntas, vestir-se de noivos e se casar, elas podem ou não ter o direito de fazer isso, dependendo da lei vigente em seus países. Mas eles não deviam chamar isso de casamento, porque não é", teria dito a rainha Sofia, de acordo com a biografia.

"Há muitos nomes possíveis: contrato social, contrato de união", disse ela em trechos de "La Reina Muy de Cerca" (A Rainha de Perto) revelados ao jornal El País.

O livro é uma atualização da biografia escrita há treze anos por Pilar Urbano, jornalista bastante conhecida por escrever para jornais conservadores.

O Palácio Real disse que as citações da rainha, nascida na Grécia, foram transcritas de forma errada.

"Os supostos comentários que, de todo modo, foram feitos em um ambiente privado, não combinam com as opiniões demonstradas por Sua Majestade, a rainha", disse em um comunicado.

A Espanha legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2005.

A Colegas, associação de gays e lésbicas, disse que respeita as opiniões da rainha, mas "a maioria dos espanhóis aprova o casamento gay e a maioria não rejeita o termo casamento como definição da união entre pessoas do mesmo sexo".

No livro, a rainha, que se casou com o rei Juan Carlos em 1962, também critica o aborto e as paradas do orgulho gay.

"Posso entender, aceitar e respeitar que existem pessoas com outras orientações sexuais, mas que elas têm orgulho de ser gays? Que elas deviam fazer uma marcha?".

A parada do orgulho gay começou nos Estados Unidos, nos anos 1970, e se tornou popular na Espanha. A Euro Pride, que aconteceu em Madri em 2007, atraiu 2,5 milhões de pessoas, segundo os organizadores.

O porta-voz do conservador Partido Popular não gostou dos comentários da rainha e disse que a família real não deve se meter em política.

"Acho que o rei e a rainha, se estão aí para alguma coisa, é para ser como a bandeira. A bandeira está ali cumprindo seu papel oficial, mas não dá declarações públicas", disse Esteban Gonzalez Pond à Telemadrid. Ponds é contra o casamento gay.

Por Sarah Morris, Teresa Larraz e Blanca Rodriguez

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