Exposição de Yves Saint Laurent é homenagem a ícone prolífico

segunda-feira, 3 de novembro de 2008 20:52 BRST
 

Por Alexandria Sage

SAN FRANCISCO (Reuters) - Pierre Bergé não sabia nada sobre moda quando, um dia em 1958, sentou-se para assistir ao primeiro desfile da Christian Dior sob a égide do novo e jovem estilista do ateliê, Yves Saint Laurent.

Contudo, mesmo para seu olhar de leigo, ficou imediatamente claro que o jovem estilista tinha eletrizado o público.

"Apesar de não saber nada sobre moda, eu entendi que algo importante estava acontecendo", recordou Bergé, cuja colaboração com o Saint Laurent durou 50 anos, até a morte do estilista, em junho.

A primeira exposição pública da obra de Saint Laurent feita desde sua morte foi aberta no fim de semana no museu DeYoung, em San Francisco. A coleção de 130 criações abrange 40 anos do trabalho do estilista, desde seus vestidos-trapézio criados para a Dior até seus famosos smokings e jaquetas safári que revolucionaram a moda feminina e consolidaram a grife Yves Saint Laurent como ícone da alta-costura inovadora.

"Saudado como o último estilista de uma era, Saint Laurent fez a ponte entre a era de ouro da alta-costura e a nova modernidade", dizem as notas da exposição.

Muitas mulheres elegantes eram fãs de Saint Laurent, incluindo a atriz francesa Catherine Deneuve, a princesa Grace de Mônaco e Bianca Jagger, que usou um smoking branco do estilista em seu casamento com Mick Jagger.

Enquanto Coco Chanel libertou a mulher das restrições dos corpetes, Yves Saint Laurent deu a ela "força e poder", segundo Bergé. Criado para a cantora francesa Françoise Hardy em 1968, o smoking feminino pôs o símbolo de poder masculino de ponta-cabeça.

Mas Saint Laurent era igualmente hábil ao destacar o feminino, quer fosse num vestido de renda preta de 1990 com um ombro desnudo, preso na lateral por dois laços de seda cor-de-rosa, ou com seu célebre vestido de crepe de lã de 1970, com renda preta expondo as costas.   Continuação...