Michael J. Fox vê ironia em interpretar paralítico

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 15:17 BRST
 

LOS ANGELES (Reuters) - O ator Michael J. Fox, que está praticamente aposentado devido ao mal de Parkinson, acha irônico que participe de um programa de TV interpretando um paralítico em uma cadeira de rodas.

É desse jeito que Fox, de 47 anos, aparecerá em quatro episódios de "Rescue Me", série dramática sobre bombeiros, no começo de 2009. Será sua primeira participação no horário nobre da TV desde 2006.

"É engraçado eu fazer um paralítico, porque sou o contrário de paralítico. É complicado até mesmo ficar parado ", disse Fox em entrevista ao programa Entertainment Tonight, que vai ao ar na quarta-feira.

Conhecido por seus papéis na série "De Volta para o Futuro", na década de 1980, Fox deixou de se dedicar integralmente à carreira dramática em 2000, alegando que gostaria de contribuir com a cura da sua doença, que afeta o sistema nervoso central e provoca tremores.

Ele descreveu seu personagem em "Rescue Me" como sendo "realmente sombrio e misantropo, amargo e ruim, realmente divertido."

Na vida real, Fox diz só ter motivos para otimismo e esperança, temas de um livro que ele está escrevendo, sob o nome de "Sempre olhando para cima - as aventuras de um otimista incurável". A obra deve ser lançada no começo de 2009.

"Fala de um certo nível de aceitação que ajuda a gente na vida...Aí termino interpretando esse carinha chato que é amargurado com a sua deficiência. Eu poderia facilmente ter sido esse cara, se as coisas tivessem ocorrido de forma diferente na minha vida."

Fox disse que "levando tudo em conta", se sente "bastante bem". "Se você nunca fica mal não sabe como é bom se sentir para cima. É uma grande viagem, e eu não mudaria nada. Amo minha vida por todas as dificuldades que há."

(Reportagem de Jill Serjeant)

 
<p>O ator Michael J. Fox, que est&aacute; praticamente aposentado devido ao mal de Parkinson, afirma que acha ir&ocirc;nico participar de um programa de TV interpretando um paral&iacute;tico em uma cadeira de rodas. REUTERS/Lucas Jackson</p>