Jornais com Obama na capa esgotam nos EUA; edições são leiloadas

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 11:54 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - A quarta-feira, dia seguinte à vitória de Barack Obama na eleição presidencial dos Estados Unidos, foi um ótimo dia para os editores de jornais.

As edições com a foto do candidato democrata na capa, acompanhada da notícia de que ele venceu o republicano John McCain, se esgotaram rapidamente nas bancas dos Estados Unidos, e os principais jornais tiveram dificuldades para atender à demanda.

Quem não conseguiu acordar cedo para comprar o jornal pode comprá-los online, mas por um preço bem maior. No início da noite de quarta-feira, havia quase 800 ofertas de jornais de quarta-feira no site de leilões eBay.

A venda de jornais impressos tem decaído nos últimos anos, já que boa parte dos leitores agora prefere se informar pela Internet. Mas, em uma ocasião tão histórica, a procura por jornais tradicionais volta ao antigo padrão.

"Esse tipo de demanda pelos nossos jornais não se parece com nada que tenha acontecido na história recente", disse Randy Michaels, chefe operacional do Tribune Co.

"Esta é uma demonstração clara de que as pessoas continuam recorrendo ao seu jornal local para ajudá-las a entender e interpretar as notícias do dia-a-dia -- e isso é especialmente verdade quando se trata de grandes acontecimentos", completou.

O New York Times e o Washington Post tiveram de lançar edições comemorativas sobre a vitória de Obama, pois não havia mais jornais de quarta-feira para vender a quem tentava encomendá-los.

Os jornais de San Francisco, Denver e Chicago também se esgotaram e lançaram edições especiais. Milhares de cópias extras foram impressas em Baltimore, Hartford, Connecticut e Orlando, na Flórida.

Na noite de quarta-feira, as ofertas pelo New York Times com a manchete "Obama" chegaram a 400 dólares no eBay. Já os lances pelo Washington Post com a manchete "Obama faz história" chegaram a 41 dólares.   Continuação...

 
<p>Mulher observa jornais de quarta-feira no Newseum, o museu da not&iacute;cia, em Washington REUTERS/Molly Riley (UNITED STATES)</p>