Guarda-roupa de Michelle Obama atraí críticas e elogios

sexta-feira, 7 de novembro de 2008 17:04 BRST
 

Por Michelle Nichols

NOVA YORK (Reuters) - Todos os ouvidos estavam atentos ao discurso de vitória do presidente eleito Barack Obama esta semana, mas os observadores da moda tinham os olhos voltados ao vestido de sua mulher, Michelle -- e o veredicto não foi muito bom.

Apesar de, durante a campanha, ter atraído comparações com a elegante primeira-dama dos anos 1960 Jacqueline Kennedy, Michelle Obama foi criticada em pesquisas de opinião pelo vestido preto e vermelho-néon da coleção de prêt-à-porter primavera 2009 de Narciso Rodriguez que usou na noite da eleição.

O jornal USA Today fez uma pesquisa online com mais de 10 mil leitores, dos quais 65 por cento opinaram que a advogada corporativa formada em Harvard e futura primeira-dama teve "um dia ruim" em termos de moda, enquanto 35 por cento acharam que "ela estava fantástica, como sempre".

Uma pesquisa online da revista People trouxe resultados semelhantes, e uma pesquisa online do Los Angeles Times deu que 45 por cento dos entrevistados odiaram o vestido e 34 por cento o adoraram.

"A normalmente impecável Michelle O. fez uma escolha questionável na noite histórica da vitória eleitoral de seu marido", escreveu Lesley Scott, editora do blog de moda e estilo de vida www.fashiontribes.com.

"Mas", ela prosseguiu, "toda fashionista digna do nome assume riscos, o que significa que ocasionalmente dá um passo em falso."

Nem todos repudiaram o vestido escolhido por Michelle Obama, que foi exibido na passarela há apenas dois meses e ainda não pode ser encontrado nas lojas. A revista New York saudou Michelle Obama, dizendo que é capaz de fazer frente à primeira-dama francesa, Carla Bruni-Sarkozy, uma ex-supermodelo.

"Temos a impressão de que, como primeira-dama, ela vai continuar a entremear peças de preço acessível com outras de grife, mas esta escolha de guarda-roupa comprova que essa mulher entende de moda e que temos quatro anos instigantes pela frente em matéria de moda política", disse a revista.   Continuação...