November 12, 2008 / 9:28 AM / in 9 years

R.E.M. celebra Obama no palco em São Paulo

4 Min, DE LEITURA

<p>Michael Stipe da banda R.E.M. e apresenta em Riga, na Let&ocirc;nia, em foto de arquivo.Ints Kalnins</p>

Por Fabio Murakawa e Tatiana Ramil

SÃO PAULO (Reuters) - O R.E.M. encerrou sua passagem pelo Brasil celebrando no palco a vitória de Barack Obama na corrida presidencial dos Estados Unidos. Foi o desfecho de uma festa que começou a misturar rock com política na última quinta-feira, dia 6, em Porto Alegre --primeira apresentação da banda após as eleições-- passou pelo Rio de Janeiro e havia desembarcado em São Paulo para uma apresentação na véspera.

O que se viu na noite de terça-feira foi uma banda de rock tocando feliz como nunca no palco do Via Funchal. O vocalista Michael Stipe, de paletó e gravata, comandava o público entre pedidos de aplausos ritmados e coreografias manuais diversas, enquanto o R.E.M. alternava sucessos como "What's the Frequency, Kenneth" e "Drive" com músicas do seu último álbum, "Accelerate".

A certa altura, o guitarrista Peter Buck e o baixista e tecladista Mike Mills pararam de tocar. "Nós estamos muito felizes porque Barack Obama vai ser o nosso próximo presidente", disse Stipe.

O vocalista continuou a falar, tendo como pano de fundo uma sorridente imagem do presidente eleito. O rosto de Barack Obama era projetado em um imenso telão, sobre a frase "Obamatic for The People". Trocadilho com um dos álbuns históricos da banda, "Automatic for The People", lançado em 1992, em pleno governo do republicano George H. W. Bush, pai do atual presidente dos EUA, George W. Bush.

Bush pai, aliás, foi também lembrado por Stipe, que lhe dedicou "Ignoreland", um dos sucessos de "Automatic for the People", cuja primeira frase é a seguinte: "These bastards stole their power from the victims of the US" ("Esses bastardos roubaram seu poder das vítimas dos EUA").

Bush filho e "uma certa governadora do Alasca" também foram homenageados. John McCain, rival de Obama na eleição e colega de chapa da "laureada" Sarah Palin, foi poupado por Stipe.

Depois da pausa política, amplamente apoiada pelo público, o show pegou fogo. "Everybody Hurts" foi entoada por quase todos presentes. E Stipe resolveu mergulhar na platéia em "The One I Love".

No Bis, o vocalista tirou a gravata. "Alguém aí está entusiasmado com o Obama?", perguntou. E o R.E.M. começou a tocar a que estava faltando: "Losing My Religion". Depois de duas horas e 25 músicas eletrizantes, a festa estava completa. E o público, arrebatado.

Festa Para Obama

Se não era possível estar em casa, ao menos o R.E.M. encontrou no Brasil um público camarada para celebrar a vitória democrata com a banda.

"É uma nova era que já está começando, com o fim do governo Bush. E esse espírito de mudança se refletiu no palco", disse o advogado Luciano Figueroa, 33 anos.

A secretária Cleo Turili, 28 anos, concordou: "Eu achei ótimo, porque é uma banda politizada. Ele acreditam numa melhora não só da crise econômica, mas também de outros setores com o fim da era Bush."

A figura de Barack Obama acompanhou o R.E.M. durante toda a sua passagem pela América do Sul. Em Bogotá, primeira escala em 29 de julho, a banda declarou apoio ao democrata. Passou por Buenos Aires e comemorou "o fim da era Bush" em Santiago, no dia 3, véspera da eleição nos EUA.

Antes de voltar para casa --e para perto de Obama-- o R.E.M. faz shows em Peru, Venezuela e México, onde encerra a turnê em 18 de novembro.

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