12 de Novembro de 2008 / às 21:57 / 9 anos atrás

Bush vai escrever livro; Palin pode roubar a cena

<p>Bush pode escrever livro de mem&oacute;riasJoshua Roberts (UNITED STATES)</p>

Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - Os republicanos podem ter sido afastados do poder pelo voto, mas ainda é possível que dominem as estantes dos livros políticos nos EUA, com as memórias do presidente George W. Bush e a primeira-dama Laura Bush entre as possíveis atrações que estão por vir.

Especialistas dizem que editoras estariam ansiosas por oferecer a Laura Bush cifras na casa dos milhões de dólares por sua autobiografia, levantando a possibilidade de ela faturar mais que seu marido.

Mas ambos podem ficar em segundo plano diante de Sarah Palin, a destemida governadora do Alasca e candidata vice-presidencial republicana derrotada na eleição da semana passada.

"Com ou sem razão, o público parece ter gostado de Palin, e eu imagino que, neste momento tolo de nossas vidas, ela será capaz de receber mais do que qualquer um dos Bush", disse John Baker, ex-diretor editorial da Publishers Weekly e hoje agente literário.

Agentes e editoras dizem que ambos Bush e Sarah Palin provavelmente receberão adiantamentos de vários milhões de dólares, mas que não chegariam aos 15 milhões de dólares de adiantamento pagos ao ex-presidente Bill Clinton, valor considerado recorde para uma obra de não-ficção.

O interesse por livros de memórias políticas está em alta desde que o presidente eleito Barack Obama, que já escreveu dois livros sobre sua vida, pôs fim a oito anos de governo republicano.

O ex-assessor de Bush Karl Rove e o ex-secretário da Defesa Donald Rumsfeld estão entre os que já têm contratos para a publicação de livros, mas há outro memorialista visto como ainda mais intrigante: o vice-presidente Dick Cheney.

O presidente Bush disse à CNN na terça-feira que, depois de voltar a seu Estado natal, Texas, em janeiro, provavelmente vai escrever um livro.

"Quero que as pessoas saibam como é ter que tomar algumas das decisões que tomei. Como foi o momento. Tive uma dessas presidências que exigem que se tomem decisões difíceis", disse Bush.

Laura Bush, que trabalhou como bibliotecária no passado, também já expressou interesse em escrever um livro e tem a vantagem de ser popular.

O agente Gary Morris, da Agência Literária David Black, disse que o interesse por Laura Bush está ligado ao livro "American Wife", de Curtis Sittenfeld, uma versão de sua vida em forma de ficcão.

Especialistas acham que Sarah Palin, que dinamizou os conservadores quando o candidato presidencial John McCain a incluiu em sua chapa, pode ser o prêmio mais cobiçado.

"Há meia dúzia de editoras que disputariam um livro de Palin", disse Robert Weil, editor executivo da W.W. Norton. "Alguns agentes dizem que ela poderia receber 7 milhões de dólares."

"Todas as editoras e muitos agentes literários a vêm procurando", contou Jeff Kleinman, agente da Folio Literary Management.

Muitos candidatos presidenciais escrevem livros antes de se candidatar -- "A Audácia da Esperança", de Obama, foi um best-seller -- e ex-presidentes recentes já lançaram livros com graus diversos de sucesso.

"Minha Vida", de Bill Clinton, foi altamente lucrativo para a Alfred A. Knopf, selo da editora Random House, em boa parte porque Clinton trabalhou incansavelmente na divulgação do livro.

Mas "An American Life", de Ronald Reagan, deu prejuízo à Pocket Books, uma divisão da Simon & Schuster, que faz parte da CBS Corporation.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below