13 de Novembro de 2008 / às 15:07 / 9 anos atrás

Nova Bond girl divide fãs e reacende debate sobre seu papel

<p>Atriz Olga Kurylenko em cena de 007 "Quantum of Solace". Foto de divulga&ccedil;&atilde;o. REUTERS/Danjaq, LLC, United Artists Corporation and Columbia Pictures Industries, Inc.</p>

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - A cada novo filme de James Bond, mais um debate sobre o papel das mulheres na franquia que já dura anos.

No recém-lançado “007 Quantum of Solace”, a personagem de Olga Kurylenko, Camille, foi descrita como modelo de mulher para contracenar com o 007 de hoje -- forte, independente e moderna.

Ela divide o pôster do filme com James Bond, cumpre uma missão perigosa própria e, diferentemente da maioria das Bond girls, não acaba na cama com o agente secreto fictício.

Mas nem todos ficaram bem impressionados. Vários críticos acharam que deveria haver mais sexo no filme, e não menos, e sites de fãs argumentaram que a maioria das Bond girls, incluindo Camille, tem pouca importância para a trama e a popularidade dos filmes.

A revista Rolling Stones tachou Camille de “a Bond girl menos interessante” da série.

O papel das mulheres nos filmes de James Bond é discutido desde que a franquia de 22 filmes começou, 46 anos atrás. Elas já foram descritas como tudo, desde vítimas seminuas de um superespião misógino até ícones feministas.

A produtora de filmes Bond Barbara Broccoli recentemente descreveu como “progressistas” algumas das primeiras Bond girls, que tinham carreiras e eram predadoras sexuais. Enquanto isso, a escritora feminista Fay Wheldon foi citada como tendo dito: “Esses filmes foram tentativas feitas por homens de manter as mulheres em seu lugar e garantir que elas continuassem a passar as camisas deles.”

A ucraniana Olga Kurylenko acha que Camille difere das Bond girls anteriores.

“Ela é muito forte, quase igual a Bond, muito independente, tem sua missão própria”, disse à Reuters recentemente a atriz, que completa 29 anos esta semana.

Os fãs da série dizem que as Bond girls tendem a refletir os tempos em que aparecem.

Tom Buxton, do site de fãs www.mi6.co.uk, comentou: “Foi apenas em 1973 que Bond foi visto tendo um relacionamento inter-racial. Nos anos 1980, quando a preocupação com a epidemia de Aids estava no auge, houve um esforço consciente para amenizar as conquistas de Bond. Foi preciso esperar 35 anos para a Bond girl principal ser asiática”.

Mas Graham Rye, editor da 007 Magazine e autor de “The James Bond Girls”, acha que Vesper Lynd, representada por Eva Green no primeiro filme de Daniel Craig como Bond, é uma personagem muito melhor que a de Camille.

“Acho que a história de ‘Cassino Royale’, em que Bond se apaixona por Lynd e ela por ele, vai agradar às mulheres mais do que um filme em que ele só transa três ou quatro vezes.”

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