Cuba exibirá filme de Soderbergh sobre "Che"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008 15:24 BRST
 

HAVANA (Reuters) - Cuba exibirá em dezembro o filme "Che", obra do norte-americano Steven Soderbergh que fala sobre Ernesto Che Guevara, disse na quinta-feira o diretor do Festival de Cinema Latino-Americano de Havana.

Ivan Giroud, diretor do festival que acontecerá entre os dias 2 e 12 de dezembro, disse a jornalistas que não sabe se Soderbergh, o ator Benício Del Toro e outros membros do elenco irão a Havana, devido às restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos às viagens para a ilha.

O filme de Soderbergh tem duas partes ("O argentino" e "guerrilha") e quatro horas de duração.

"Em uma apresentação especial, vamos exibir as duas partes", disse Giroud durante uma coletiva de imprensa sobre o festival.

Em julho, Alfredo Guevara, presidente do festival de cinema de Havana, que chega à 30a edição, disse a jornalistas que Cuba não iria exibir o filme caso ele tivesse "algum ataque" ao ex-presidente de Cuba Fidel Castro.

O filme foi rodado na Espanha e na Bolívia, onde Guevara foi capturado e executado no dia 9 de outubro de 1967, enquanto tentava expandir a guerrilha pela América Latina.

Giroud disse a jornalistas que os atores norte-americanos envolvidos no filme precisam de autorização de seu governo para viajar a Cuba.

"Estão tratando (de sua vinda) (...) estão envolvidas aqui figuras do cinema norte-americano, então isso depende um pouco das permissões e das autorizações para a viagem", comentou.

O governo Bush aumentou o embargo comercial e as restrições de viagens à ilha.   Continuação...

 
<p>O ator Ben&iacute;cio Del Toro, estrela de "Che", filme do norte-americano Steven Soderbergh, que ser&aacute; exibido no Festival de Cinema Latino-Americano de Havana, em dezembro. Em julho, Alfredo Guevara, presidente do festival de cinema de Havana, que chega &agrave; 30a edi&ccedil;&atilde;o, disse a jornalistas que Cuba n&atilde;o iria exibir o filme caso ele tivesse "algum ataque" ao ex-presidente de Cuba Fidel Castro. REUTERS/Juan Medina</p>