Robert Redford defende papel da arte nas transformações sociais

sexta-feira, 14 de novembro de 2008 16:51 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - O diretor premiado com o Oscar Robert Redford está preocupado com a possibilidade de que as verbas para a arte venham a secar em meio à crescente crise financeira global e defende para as artes um papel maior nas transformações da sociedade.

"É certo que o dinheiro vai escassear para muitas pessoas e em muitas frentes, especialmente na frente das doações", disse Redford, 72 anos, à Reuters. "Mas acredito que a arte vai sobreviver. Ela é como o capim que cresce em fendas na calçada."

Esta semana Redford recebeu o prêmio Gish, considerado um dos maiores prêmios de arte, no valor de 325 mil dólares, e disse à Reuters que vai usar o dinheiro numa iniciativa de seu Instituto Sundance para promover o papel das artes no processo decisório.

"Queremos inserir a arte cada vez mais no contexto social de como vivemos", disse ele na quarta-feira, pouco antes de receber o prêmio Gish. "A arte pode exercer um papel maior na transformação, um papel social."

"Quando tivermos iniciativas em que as pessoas possam se unir para discutir novas idéias e novos projetos, ao inserir um artista na mesa de discussões, e especialmente artistas jovens, para que possam exercer um papel na formação de um futuro que vai ser deles. Acho que isso é muito importante", disse Redford.

Não foram disponibilizados mais detalhes sobre a iniciativa. Robert Redford fundou o Instituto Sundance em 1982 como organização de artes sem fins lucrativos que, em seguida, lançou o Festival Sundance, que se tornou o maior evento do cinema independente americano.

"Não importa quais sejam as condições econômicas, a arte sempre vai sobreviver", disse Redford. "Tenho a esperança de que, quanto mais se perceba a arte como fator importante no mundo em que vivemos, mais pessoas doem algum dinheiro e, o que mais importante, tempo para essa busca."

 
<p>Robert Redford defende papel da arte nas transforma&ccedil;&otilde;es sociais. O diretor premiado com o Oscar est&aacute; preocupado com a possibilidade de que as verbas para a arte venham a secar em meio &agrave; crescente crise financeira global . REUTERS/Lucas Jackson</p>