Novo álbum do Guns N' Roses chega às lojas com atraso de 13 anos

sexta-feira, 21 de novembro de 2008 23:08 BRST
 

Por Dean Goodman

LOS ANGELES (Reuters) - O dia que muitos fãs do rock nunca imaginaram ver chegar durante suas vidas está prestes a se concretizar.

O Guns N' Roses, a banda de rock que reinou no mundo musical no início dos anos 1990 e depois se implodiu numa lenta marcha fúnebre auto-imposta, vai lançar no domingo seu primeiro álbum de material novo em 17 anos.

Alguns fãs equacionam "Chinese Democracy" com a segunda vinda de Cristo à Terra, ou no mínimo com a ressurreição de Elvis Presley.

"É um momento notável na cultura popular", disse o editor-chefe da revista Blender, Joe Levy, sem qualquer traço de ironia. "Realmente é."

Outros estão mais cautelosos. O recluso vocalista Axl Rose, 46 anos, é o único membro remanescente da banda original. Seu comportamento explosivo afastou do grupo membros importantes, como o guitarrista Slash, anos atrás. Alguns puristas dizem que ele nem sequer deveria ter usado o nome Guns N' Roses neste novo trabalho.

Seja como for, com o passar dos anos "Chinese Democracy" foi assumindo proporções míticas. Fãs e céticos estão motivados pela pura curiosidade em ver se o álbum justifica seu status de obra-prima perdida, ou se vai revelar-se um anticlímax equivalente ao filme "O Poderoso Chefão 3".

O álbum foi pensado originalmente para ser lançado em 1995, após os dois álbuns "Use Your Illusion" que saíram simultaneamente em setembro de 1991. Mas o trabalho avançou em passo de tartaruga, e Axl Rose assumiu o controle do grupo, afastando não apenas todos seus colegas de banda originais como também vários músicos que vieram substituí-lo. Ele mexeu no projeto com uma sucessão de produtores.

Ao longo dos anos, datas de lançamento foram marcadas e descumpridas várias vezes. Em 2005 o custo do projeto já era estimado em mais de 13 milhões de dólares. O selo Geffen Records se negou a comentar detalhes financeiros.   Continuação...

 
<p>Axl Rose, vocalista do Guns n Roses e &uacute;nico membro original da banda a participar do novo disco, Chinese Democracy REUTERS/Karoly Arvai/Files (UNITED STATES)</p>