China dá pouca atenção a novo álbum do Guns N' Roses

terça-feira, 25 de novembro de 2008 11:35 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - A China deu pouca atenção na terça-feira ao novo e polêmico álbum dos roqueiros americanos do Guns N' Roses, "Chinese Democracy", dizendo que a música é ruim e que a banda não é tão popular assim, de qualquer maneira.

O primeiro álbum da banda em 17 anos foi lançada no domingo, e sua gravadora, a Geffen Records, já disse que acha pouco provável que o disco seja aprovado para ser vendido na China.

"Pelo que eu sei, muitas pessoas não gostam desse tipo de música", disse em entrevista coletiva um porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Qin Gang. "É barulhenta e clamorosa demais."

Formada na Califórnia em 1985, a banda já vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo e conquistou muitos prêmios musicais internacionais. Seu single de sucesso de 1987 "Sweet Child o' Mine" frequentemente é citado como uma das maiores faixas de rock de todos os tempos.

Mas o novo álbum atraiu reações de fúria de alguns internautas chineses, que acusam a banda de tentar suscitar má vontade em relação à China. Outros se mostraram mais ponderados.

"Perdoem-nos, eles não estão no topo do mundo há centenas de anos. É duro evitar ficar desatualizado", dizia um post no popular portal chinês Mop.com (www.mop.com).

"Chinese Democracy" está no momento na 34a posição da lista Billboard Hot 100, segundo o site de paradas musicais www.billboard.com.

Em uma canção, Axl Rose menciona membros do grupo espiritual Falun Gong, proibida na China por ser considerada seita maligna.

A arte do álbum inclui o quadro a óleo de 2008 "Red Star", do artista de Pequim Shi Lifeng, que retrata a impotência da população chinesa num Estado governado com mão-de-ferro. Também aparecem fotos de militares chineses e do horizonte de Hong Kong.   Continuação...

 
<p>Foto de arquivo do rockstar Axl Rose no Video Music Awards de 2006, em Nova York. China d&aacute; pouca aten&ccedil;&atilde;o a novo &aacute;lbum do Guns N' Roses.REUTERS/Lucas Jackson</p>