ENTREVISTA-John Travolta fala sobre música, filmes e desacertos

quinta-feira, 27 de novembro de 2008 12:21 BRST
 

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters Life!) - Depois de 35 anos no showbusiness, John Travolta aventurou-se no mundo da animação pela primeira vez, fazendo a voz de um filhote adorável em "Bolt - Supercão", da Disney.

O filme, que estreou nos cinemas americanos há uma semana, foi uma aposta incerta para Travolta, depois de uma carreira no cinema que começou com musicais como "Grease - Nos Tempos da Brilhantina" e "Os Embalos de Sábado à Noite" e incluiu surpresas como "Pulp Fiction - Tempo de Violência" e fracassos como "A Reconquista".

Travolta, de 54 anos, conversou com a Reuters sobre como sua carreira mudou ao longo dos anos, algumas coisas que ele lamenta e como escolhe seus trabalhos novos.

Pergunta: "Bolt" é seu primeiro longa de animação. O que você achou do processo?

Resposta: Foi algo misterioso. É o inverso do processo normal de fazer filmes. Você faz sua participação fora de contexto, deixando o diretor lhe guiar completamente. Num filme de ação ao vivo, eu entendo o tipo de tomada que o diretor quer antes mesmo de ele saber. Neste caso, os animadores sabem o que querem e eu só descubro o que eles deveriam querer depois de umas 30 tomadas.

P: A canção-tema de "Bolt," que você canta com Miley Cyrus, é a primeira canção original que você faz em cerca de 20 anos. Por que não o ouvimos cantar com mais frequência?

R: Pelo fato de ter tido tanto sucesso no cinema, faz muito tempo que não faço algo separado com música. Em vez de procurar fazer música ativamente, eu a convido a entrar em minha vida. Gosto de pontilhar minha carreira com música de sucesso, em lugar de me jogar num campo altamente competitivo e deixar passar muitas coisas apenas para fazer um ou outro sucesso ocasional. Posso me dar a esse luxo porque o cinema é minha carreira principal.

P: Mas você começou no teatro, fazendo musicais. Não sente saudade disso?   Continuação...

 
<p>Em entrevista, John Travolta fala sobre m&uacute;sica, filmes e desacertos. REUTERS/Fred Prouser</p>