29 de Novembro de 2008 / às 14:43 / 9 anos atrás

Turistas presos na Tailândia lutam contra frustração e tédio

<p>Imagem mostra um homem mu&ccedil;ulmano do sul da Tail&acirc;ndia sentado entre malas na sala de embarque do aeroporto Suvarnabhumi em Bangcoc. Milhares de turistas est&atilde;o presos na Tail&acirc;ndia em raz&atilde;o de protestos pol&iacute;ticos que paralisaram os aeroportos da capital e lutam contra a frustra&ccedil;&atilde;o e o t&eacute;dio neste s&aacute;bado enquanto buscam uma maneira de sair do pa&iacute;s. 29 de novembro.Adrees Latif (THAILAND)</p>

Por David Fox

BANGCOC (Reuters) - Milhares de turistas estão presos na Tailândia em razão de protestos políticos que paralisaram os aeroportos da capital e lutam contra a frustração e o tédio neste sábado enquanto buscam uma maneira de sair do país.

O aeroporto Suvarnabhumi de Bangcoc está fechado desde a última terça-feira e o Don Muang, que serve mais a vôos domésticos, desde a última quinta-feira, por manifestantes da Aliança Democrática do Povo (ADP), que quer a renúncia do atual governo.

O fechamento dos aeroportos paralisou o tráfego aéreo na capital, deixou milhares de estrangeiros sem poder sair do país e prejudicou a indústria turística durante seu pico de movimento, que é o fim do ano.

"Isto tudo é muito frustrante", disse Ian Fraser, um australiano que trabalha no Real Instituto de Tecnologia de Melbourne, que tenta regressar desde a última quarta-feira depois de fazer palestras por um mês na Tailândia.

Fraser é uma das dezenas de pessoas que estão hospedadas no hotel Ambassador neste sábado, pago pela Thai Airways, depois de ele ter se virado por conta própria desde o fechamento do aeroporto.

"Tentar obter alguma informação por parte da companhia aérea tem sido muito difícil", disse ele, ecoando reclamações feitas por uma multidão de visitantes que estão presos no país.

"Eu venho pagando minhas despesas desde então. Só hoje é que a embaixada me disse que eu deveria estar aqui e que a Thai Airways teria que pagar por isso."

Para Dean Gracial, 19, no fim de uma viagem de seis meses como mochileiro pelo Sudeste Asiático, que fez antes de começar a universidade no ano que vem, a estada no hotel Twin Towers, um três estrelas, foi uma benção depois de meses em acomodações básicas.

"Que seja assim", disse ele. "O único problema é que estou completamente sem dinheiro, então fico preso no hotel, mas há lugares muito piores em que estar. Pelo menos eu consegui tomar um bom banho e agora pode ser que minha mãe me reconheça quando eu voltar."

As autoridades começam a autorizar algumas companhias aéreas a usar a base aérea militar de U-Tapao, que fica a cerca de 150 km de Bangcoc, mas por mais rápido que sejam as retiradas dos passageiros que estavam presos, outros estão com suas férias acabando e aparecem nos aeroportos da capital para retornar também.

"Nós conseguimos retirar 400 hoje, mas outros 400 já chegaram", disse Mongkol Nattaro, do escritório de marketing da Autoridade de Turismo da Tailândia (ATT), no lobby do hotel Twin Towers.

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