Samuel L. Jackson é homenageado em American Cinematheque Awards

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 12:33 BRST
 

LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - É provável que nunca antes tenham sido usados tantos palavrões para demonstrar apreciação numa cerimônia de entrega de prêmios quanto foram empregados na 23a edição anual dos American Cinematheque Awards, que incluiu uma homenagem a Samuel L. Jackson.

De Justin Timberlake e George Lopez a Andy Garcia e Sharon Stone, expletivos começando com F e M.F. foram usados livremente na noite de segunda-feira, quando Hollywood festejou o ator cujo nome já virou sinônimo de personagens durões e boca-suja.

Em comparação com aqueles que o elogiaram, o homenageado, ao receber o troféu das mãos de George Lucas, mostrou-se mais pensativo e comedido. Jackson lembrou do que significava para ele ir ao cinema quando era jovem, em sua cidade natal de Chattanooga, Tennessee, onde assistia a sessões duplas aos domingos num cinema aberto apenas a negros. O ator não deixou de mencionar a importância do trabalho da Cinematheque em promover o lado social da criação cinematográfica.

Jackson também manifestou apoio a Bollywood e a todos os afetados pelo massacre terrorista da semana passada em Mumbai, Índia.

Um tema recorrente na noite foi o das tentativas de adivinhar o que representa o "L" em "Samuel L. Jackson". Justin Timberlake, que contracenou com Jackson em "Entre o Céu e o Inferno" e que abriu a noite, disse que a letra representa "love, cara", George Lopez disse que uma coisa é certa: não é a inicial de "Latino".

Na homenagem que talvez tenha sido a mais bizarra da noite, Sharon Stone subiu ao palco, pôs as mãos nos quadris e, em atitude sedutora, sussurrou frases que começam como "L" em inglês, como "gostoso", "l'amour", "mulheres adoram Samuel L. Jackson".

Ela contou uma história sobre ter visto Jackson nu num filme e depois ter tentado falar com ele numa première. Mas acabou adotando tom sério, falando sobre o âmbito moral que ele infunde a seus personagens e dizendo que "L" representa "lenda".

A complexidade que Jackson confere a seus papéis foi um tema frequente. Denzel Washington disse que Jackson representa homens que podem ser vistos como "justos que se vêem como pecadores e pecadores que acreditam ser justos".

Vin Diesel disse que Jackson é "o professor de atuação do pobre", e Kerry Washington observou que ele confere verdade a seus papéis, tornando "seus heróis imperfeitos e seus vilões, adoráveis".

Outros que discursaram foram Earvin "Magic" Johnson, que usou termos de basquete para comparar Samuel Jackson a Kobe Bryant, Larry Bird e Michael Jordan; John Singleton, que contou anedotas do set de "Shaft", e a esposa de Jackson, LaTanya, que falou dos filmes que o ator fez com Spike Lee.

Jackson, um dos atores de Hollywood que trabalham mais constantemente, agradeceu a sua mulher e sua filha pelos sacrifícios que fazem. Ele às vezes passa mais de 300 dias por ano trabalhando longe de casa, lembrou ela.