Recessão favorece as comédias em Hollywood

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008 13:18 BRST
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - Com a economia norte-americana mergulhada em uma recessão, Hollywood prevê que as bilheterias serão dominadas pelas comédias, na medida em que o público procura uma válvula de escape para seus problemas.

A boa performance de "Four Christmases", com Reese Witherspoon, que liderou as bilheterias do fim de semana passado com vendas de 31 milhões de dólares, reforçou uma percepção comum entre cineastas: de que tempos econômicos difíceis garantem bons resultados para comédias.

O cinema sempre funcionou como fuga da realidade para as pessoas, mas as comédias, em especial, servem de consolo em tempos de dificuldade.

"Quando não há risos suficientes na vida real, nós as procuramos no entretenimento", explicou Paul Levinson, professor de comunicação e mídia na Universidade Fordham, em Nova York.

"Isso quer dizer que, enquanto avançamos por esta recessão, uma coisa que certamente não vai sentir o aperto serão as comédias."

Com a economia americana em recessão há um ano, seis comédias já ultrapassaram a cifra chave de 100 milhões de dólares de bilheteria nos cinemas dos EUA e do Canadá nos meses recentes, incluindo "Trovão Tropical", "Quase Irmãos" e "Agente 86", disse Paul Dergarabedian, presidente da Media by Numbers, que faz o acompanhamento das bilheterias.

E há mais comédias a caminho dos cinemas. Ainda em dezembro vão estrear "Sim, Senhor", com Jim Carrey, e "Nothing Like the Holidays", com Debra Messing. Para janeiro, está prevista a estréia de "Noivas em Guerra", estrelado por Anne Hathaway e Kate Hudson.

O sucesso das comédias em tempos difíceis foi comprovado durante a Grande Depressão dos anos 1930, quando as famílias lotavam os cinemas para ver os filmes da dupla o Gordo e o Magro, dos irmãos Marx e dos Três Patetas.   Continuação...