Carla Bruni ganha indenização por bolsa com foto nua

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008 09:51 BRST
 

SAINT DENIS DE LA REUNION, França (Reuters) - Uma corte francesa determinou nesta quinta-feira que uma rede de lojas pague indenização de 40 mil euros (57.500 dólares) à primeira-dama do país, Carla Bruni, por ter vendido bolsas estampadas com uma foto de Bruni nua.

Esta é a mais recente de uma série de ações legais envolvendo imagens do casal presidencial francês, o que despertou acusações de "futilidade" por parte de críticos dos Sarkozys.

A foto de Bruni nua foi tirada em 1993, quando ela era modelo profissional. Ela pediu 125 mil euros em indenização da Pardon, uma rede de lojas da ilha francesa de La Reunion que usou a foto sem autorização.

"O uso não-autorizado da imagem de Carla Bruni causou danos morais e econômicos a ela", disse a corte na capital da ilha, Saint Denis de la Reunion.

Os advogados de Bruni indicaram que ela vai doar o dinheiro da indenização para caridade.

O fundador e gerente da rede Pardon, Peter Mertes, disse que vai recorrer da sentença, pois considera que 40 mil euros é um valor muito alto para "um erro tão pequeno".

Mertes afirmou que foram produzidas 10 mil bolsas e cerca de metade delas foi vendida antes da primeira-dama dar entrada no processo. Ele se comprometeu a descartar o estoque de bolsas ainda não vendidas. A marca não é vendida no resto da França.

Bruni, de 40 anos, ganhou fama como modelo, antes de se tornar uma cantora de sucesso. O interesse público sobre ela aumentou desde que começou a se relacionar com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, com quem se casou em fevereiro.

A imagem de Bruni nua virou notícia em todo o mundo no começo do ano, quando a impressão original da foto clicada por Michel Comte foi leiloada por 91 mil dólares em Nova York.

As bolsas Pardon custavam 3 euros cada. Os clientes ganhavam uma bolsa de graça caso gastassem mais de 5 euros na loja. Caso venda as bolsas agora, a rede terá de pagar uma multa de 100 euros por bolsa.

Em outubro, o presidente Sarkozy pediu na Justiça a proibição da venda de um boneco de vodu com o seu rosto, mas um tribunal determinou que, embora o produto seja "uma ofensa à dignidade pessoal" do presidente, não seria apropriado proibi-lo.

 
<p>Presidente da Fran&ccedil;a, Nicolas Sarkozy, e sua mulher, Carla Bruni, participam de uma festa de Natal em Paris. REUTERS/Francois Mori/Pool</p>