ESTRÉIA-"Marley e Eu" mostra amor de um casal por labrador

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008 15:47 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Quando a mulher do jornalista John Grogan começou a falar que pensava em ter um filho, ele recebeu um conselho de um amigo: arrume um cachorro para ela desviar seus instintos maternos. E assim, um filhote de labrador entra na vida do casal.

Ele recebe o nome de Marley -- em homenagem ao músico Bob Marley -- e acompanha a família por muitos anos. A presença do animal na vida dos Grogan é tamanha, que ele se torna tema de muitas das colunas de John num jornal, que mais tarde se transformaram no livro "Marley e Eu", que agora é levado às telas.

"Marley e Eu", que estréia em todo país nesta quinta-feira, segue a mesma estrutura do livro. Ou seja, acompanha uma série de pequenas histórias envolvendo o casal, interpretado por Jennifer Aniston (a Rachel da série "Friends") e Owen Wilson ("Viagem a Darjeeling"), e seu cachorro.

Como era de se esperar, ao narrar o dia-a-dia da família em companhia do labrador, "Marley e Eu" apela para o lado emotivo dessa relação. Marley não é apenas o bicho de estimação, é mesmo um membro da família -- o que, aliás, é bem comum em qualquer casa.

Marley é hiperativo e indisciplinado. Suas trapalhadas colocam John e sua mulher Jenny em algumas roubadas, como numa aula de adestramento ministrada por uma tirânica Kathleen Turner (de "Bebês Geniais"), ou durante os passeios na praia onde cães são permitidos.

Qualquer pessoa que já teve um animal de estimação -- seja cão, gato, coelho, passarinho -- vai se encontrar em algum momento de "Marley e Eu", dirigido por David Frankel, o mesmo de "O Diabo Veste Prada".

Ao longo das filmagens, para acompanhar o período de 13 anos que Marley viveu com os Grogan, foram necessários 22 cachorros das mais variadas idades e tamanhos -- mas isso é imperceptível na tela, ele parece ser sempre o mesmo.

"Marley e Eu", no fim, tenta tirar lições de vida do cachorro e aplicá-las para seres humanos. John comenta que para um cão basta um graveto e um pouco de carinho, que ele nunca vai se importar se o dono é bonito ou feio, rico ou pobre. A felicidade, para um cachorro, é algo muito simples. O filme tenta pregar isso, sem se preocupar com o fato de que humanos têm vidas um pouco mais complexas do que animais de estimação.

(Alysson Oliveira, do Cineweb)

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