27 de Dezembro de 2008 / às 12:59 / 9 anos atrás

"Operação Valquíria" desafia fãs a repensarem Tom Cruise

<p>Foi uma conspira&ccedil;&atilde;o improv&aacute;vel na Segunda Guerra Mundial. Para recri&aacute;-la no cinema, Hollywood fez a op&ccedil;&atilde;o mais inusitada por um her&oacute;i nestas f&eacute;rias: Tom Cruise interpretando um oficial militar alem&atilde;o. REUTERS/Lucas Jackson (UNITED STATES) (Newscom TagID: rtrphotosthree831442) [Photo via Newscom]</p>

Por Bob Tourtellotte

LOS ANGELES (Reuters) - Foi uma conspiração improvável na Segunda Guerra Mundial. Para recriá-la no cinema, Hollywood fez a opção mais inusitada por um herói nestas férias: Tom Cruise interpretando um oficial militar alemão.

Cruise, cujo visual norte-americano lhe rendeu sucessos como “Top Gun” (1986) e lhe levou ao estrelato, tem ultimamente se esforçado para reconstruir a imagem de bom moço.

O complô improvável que ele agora protagoniza foi um plano de oficiais alemães para matar Adolf Hitler, com uma bomba, durante uma reunião secreta. O filme sobre essa conspiração é “Operação Valquíria”, em que Cruise interpreta o coronel Claus Von Stauffenberg, personagem central na tentativa de assassinar o líder alemão.

“Stauffenberg era único, bonito, e Tom tem muito desses atributos, além da aparência física com o personagem”, disse à Reuters o diretor do filme, Bryan Singer.

A estréia de “Operação Valquíria” estava programada inicialmente para meados de 2008, mas foi adiada para este Natal. A equipe teve dificuldades para conseguir permissão para filmar em pontos históricos alemães, mas, no final, foram autorizados.

O orçamento caro do filme foi citado por gente da indústria como uma das razões para que Paula Wagner, parceira de negócios de Cruise, deixasse em agosto o cargo de presidente-executiva da United Artists.

Talvez, a grande ameaça do filme, contudo, sempre tenha sido escalar Cruise como um militar alemão inimigo de Hitler. A preocupação era que a imagem do ator seria ainda mais prejudicada pelo papel de um nazista.

A imagem de Cruise já sofreu recentemente com gafes em programas de TV.

O diretor Singer, no entanto, tem outra visão de Cruise como Stauffenberg. Ele encara o filme como um thriller, um gênero em que o ator se sai muito bem, como em “Missão Impossível”. Para o diretor, Stauffenberg é também um herói, por haver tentado matar um dos mais notórios vilões do século 20.

“Nesse contexto, Tom Cruise foi uma escolha natural”, afirmou o diretor.

O público parece concordar. Com críticas variadas e contra uma competição dura, “Operação Valquíria” se saiu bem nas bilheterias no dia de Natal. Calcula-se que tenha arrecadado 8,5 milhões de dólares em ingressos.

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