8 de Janeiro de 2009 / às 14:18 / 9 anos atrás

ESTRÉIA-"O Dia em que a Terra Parou" traz invasão de alienígenas

<p>Ator Keanu Reeves em cena do filme "O Dia em que a Terra Parou". Foto de divulga&ccedil;&atilde;o. REUTERS/WETA/20th Century Fox</p>

SÃO PAULO (Reuters) - Diretor vindo do gênero terror (“Hellraiser 5 - Inferno”) e do drama sobrenatural (“O Exorcismo de Emily Rose”), Scott Derrickson comanda “O Dia em que a Terra Parou”, uma refilmagem da ficção científica de 1951 baseada no conto de Harry Bates.

O filme entra em circuito nacional, em cópias dubladas e legendadas.

Ao contrário do filme original, dirigido por Robert Wise, o alienígena Klaatu (Keanu Reeves) e seu acompanhante, um robô gigante e muito poderoso, desembarcam em Nova York, em pleno Central Park. No filme de 1951, isto acontecia em Washington, D.C.

Também é mantido o nome da principal personagem feminina, Helen Benson (Jennifer Connelly, de “Diamante de Sangue”), aqui uma respeitada astrobióloga. Como no filme de 1951, ela tem um filho, na verdade um enteado, filho de seu falecido marido e chamado Jacob (Jaden Smith, de “À Procura da Felicidade”).

Os extraterrestres vêm armados das piores intenções. Klaatu chega apenas para uma rápida missão “Arca de Noé”. Ou seja, colecionar o máximo de espécies terráqueas em uma série de esferas espalhadas pelo mundo e encaminhar o extermínio da raça humana - que, para eles, já abusou do direito de estragar este planeta, um dos poucos com suporte para vida complexa.

Como no filme original, Klaatu também é ferido pelos disparos de tropas e vai parar num hospital, onde se reuniram os maiores cientistas para enfrentar a crise causada pela vinda dos extraterrestres.

É lá que ele conhece as duas mulheres poderosas do filme, a cientista Helen Benson e a secretária da Defesa norte-americana, Regina Jackson (Kathy Bates) - que críticos nos EUA já descreveram como uma mistura entre a futura chanceler Hillary Clinton e a derrotada candidata à vice-presidência da chapa republicana, Sarah Palin.

Helen quer ajudar Klaatu e até fazê-lo mudar de idéia sobre a destruição da raça humana. Regina só pensa em enquadrá-lo à força, alegando que, em todo contato entre civilizações de nível de desenvolvimento diferente, a mais fraca é escravizada. E os mais fracos desta vez são os habitantes da Terra.

Astrobióloga que estuda as possibilidades da vida em outros planetas, Helen torna-se a aliada natural do alienígena quando este, ainda desajeitado em seu corpo humano, vira cobaia de laboratório. A secretária de Defesa decide que ele deve ser interrogado depois de ser injetado com uma droga desconhecida.

Contando com nada desprezíveis poderes de controle sobre os equipamentos da Terra, Klaatu continuará, porém, seu plano original de extinção do planeta. Curiosamente, mesmo sendo tão poderoso, ainda vai precisar novamente da humana Helen.

Contando com vários efeitos especiais simulando destruição, “O Dia em que a Terra Parou” está mais para um filme-catástrofe na linha “Independence Day” (1996) do que para uma ficção científica.

Seu aspecto mais incômodo, porém, está no uso excessivo do merchandising, como uma cena ambientada numa conhecida rede de fast-food, além da exibição ostensiva das logomarcas de um relógio, um carro e um fabricante de equipamentos eletrônicos.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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