Mortes e drogas maculam legado da Motown

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 20:25 BRST
 

Por Dean Goodman

LOS ANGELES (Reuters) - Em algum momento durante os anos 1970, Marvin Gaye refletiu sobre sua carreira turbulenta numa canção obscura intitulada "Dream of a Lifetime".

"Agradeço a Deus por minha vida maravilhosa", cantou o "enfant terrible" da gravadora Motown Records. "Já tive meus altos e baixos, mas agradeço a Deus."

A vida de Gaye terminou de modo violento em 1984. Seu pai, um ex-pastor, o matou a tiros numa briga familiar, um dia antes do 45o aniversário do cantor.

Enquanto a Motown comemora seu 50o aniversário neste ano, a gravadora e os fãs de sua música sem dúvida vão recordar as canções inspiradas e os artistas novos que levaram alegria para milhões de pessoas em todo o mundo.

Smokey Robinson, Diana Ross e Stevie Wonder também se tornaram lendas vivas, mas o destino não foi igualmente benevolente para outros artistas e compositores que trabalharam no estúdio espartano em "Hitsville USA" (Cidade dos Sucessos, EUA), perto do centro de Detroit.

Drogas, pobreza, suicídio e assassinato acabaram com muitas figuras da Motown. Marvin Gaye, uma alma atormentada cujo estrelato foi marcado por drogas, divórcio, disputas com a gravadora e falência, é provavelmente o nome trágico mais famoso ligado à gravadora.

Um ano antes de Gaye ser morto, o baixista virtuose James Jamerson morreu na obscuridade. Alcoólatra inveterado que tocou no álbum ícone de Gaye "What's Going On", de 1971, desde sua morte Jamerson foi endeusado por aficionados de sua música.

SUICÍDIO NO CARRO   Continuação...

 
<p>Florence Ballard, membro do grupo The Supremes, que era associado &agrave; gravadora Motown REUTERS/Motown Records/Universal Music/Handout (UNITED STATES). NO SALES. NO ARCHIVES. FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS.</p>