Leiloeira Christie's considera cortar postos de trabalho

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009 15:07 BRST
 

LONDRES (Reuters) - A casa de leilões Christie's informou nesta segunda-feira que está considerando várias medidas de redução de custos, incluindo o corte de empregos, já que o mercado da arte está sentindo os efeitos da crise global de crédito.

A leiloeira não quis dar números e não vai comentar uma reportagem do jornal Times, segundo a qual quase um quarto da equipe de Londres, que soma 800 pessoas, perderia seu emprego.

"Começamos uma reorganização em toda a companhia, o que inclui a possibilidade de reduzir as equipes e não renovar os contratos de consultores. Outras iniciativas contínuas de redução de custos serão tomadas", disse a Christie's em comunicado.

A revisão começou no dia 12 de janeiro e tem o objetivo de "garantir que continuemos competitivos e rentáveis em 2009".

Um porta-voz disse que a Christie's não vai discutir números específicos até que a revisão esteja completa -- segundo o Times, isso duraria quatro meses.

A Christie's e sua principal concorrente, a Sotheby's, têm visto os valores pagos por obras de alta qualidade caírem nos últimos meses, depois de vários anos de expansão, puxados principalmente por compradores da Rússia, Ásia e Oriente Médio.

Nos próximos leilões de arte em Londres, ambas as empresas oferecerão menos lotes. O valor total corresponderá a somente um quarto a um quinto do que era vendido há um ano.

Fundada por James Christie em 1766, a Christie's pertence ao bilionário francês François Pinault, cuja fortuna pessoal em 2008 foi estimada pela revista Forbes em 16,9 bilhões de dólares.