22 de Janeiro de 2009 / às 16:50 / em 9 anos

ESTREIA-"Surpresas do Amor" desperdiça elenco premiado

SÃO PAULO (Reuters) - Um elenco de estrelas, que inclui cinco vencedores do Oscar - Reese Witherspoon, Robert Duvall, Jon Voight, Sissy Spacek e Mary Steenburgen - é o grande trunfo da comédia "Surpresas do Amor", que estreia em circuito nacional.

Reese Witherspoon (vencedora do Oscar em 2006 por "Johnny e June") forma com Vince Vaughn ("Penetras Bons de Bico") o casal Kate e Brad.

Juntos há três anos, eles não gostam muito de convenções. Não casaram no papel, não querem ter filhos e, acima de tudo, mantêm distância das respectivas famílias.

Nenhum deles conhece os pais um do outro, todos divorciados. Quando chega o Natal, o casal inventa a desculpa de que está indo para algum lugar pobre do mundo, em alguma missão humanitária. Na verdade, partem para férias de aventura em lugares exóticos.

Este ano, Brad e Kate planejaram mergulhar nas Ilhas Fiji. Bem no dia do embarque, o aeroporto de San Francisco, onde eles moram, fecha por causa do mau tempo. E o que é pior: eles são entrevistados pela TV, bem na hora em que tentavam resolver o impasse.

Vistos em rede nacional por todos os parentes possíveis, a saída é partir para quatro visitas de Natal convencionais. Obrigados a viajar pelos quatro cantos do país, eles acabam envolvendo-se em situações bem constrangedoras.

Cada parada revela para um dos parceiros algum aspecto esdrúxulo da vida passada do outro. Brad, aliás, nem se chama Brad, e sim Orlando - referência à cidade onde nasceu, na Flórida. Kate, por sua vez, na adolescência era gordíssima e não largava de outra menina, o que provocava muito falatório.

Muitas situações incluem socos e pontapés e não parecem pastelão. A pancadaria acontece, por exemplo, quando Brad visita a casa do pai (Robert Duvall, de "Os Donos da Noite") e é recebido com luta-livre por sua dupla de irmãos parrudos (Jon Favreau e Tim McGraw).

Com a mãe (Sissy Spaceck, de "Entre Quatro Paredes"), Brad tem um conflito diferente - ela se casou com um de seus melhores amigos na escola e ele não consegue aceitar isso.

Não é muito melhor a relação de Kate com a própria mãe (Mary Steenburgen, de "Império dos Sonhos"), que agora está casada com um espalhafatoso pastor (Dwight Yoakam, de "O Quarto do Pânico"). Aliás, no templo do pastor, Brad e Kate não escapam de participar de uma patética encenação teatral do nascimento de Cristo, no papel de José e Maria.

As coisas só se acalmam mais para o final, quando Kate visita o pai (Jon Voight, de "Sob o Domínio do Mal"). Mas aí ela é quem vai ter um problema com Brad, porque está começando a pensar em ser mãe e ele não quer nem ouvir falar disso.

Com tantos atores experientes a bordo, o problema parece estar no roteiro de Matt Allen e Caleb Wilson, que aposta demais em piadas envolvendo escatologia e violência física. A direção fraca, do inexperiente Seth Gordon, mais conhecido por documentários como "The King of Kong" (2007), também não ajuda muito.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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