27 de Janeiro de 2009 / às 19:48 / em 9 anos

Morre o escritor John Updike, aos 76 anos

<p>O escritor norte-americano John Updike morreu aos 76 anos REUTERS/Elena Seibert/Knopf/Handout (UNITED STATES). NO SALES. NO ARCHIVES. FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS.</p>

Por Jason Szep

BOSTON (Reuters) - O escritor americano John Updike, um dos mais importantes de sua geração, que fez a crônica dos dramas emocionais da vida nas pequenas cidades americanas com humor ácido e prosa vívida, morreu na terça-feira de câncer pulmonar. Tinha 76 anos.

“É com grande tristeza que informo que John Updike morreu esta manhã”, disse Nicholas Latimer, da editora Alfred A. Knopf, uma unidade da Random House. “Ele foi um de nossos maiores escritores, e sua falta será profundamente sentida.”

Updike morreu num hospital para doentes terminais em Massachusetts, o Estado onde vivera por muitos anos.

Ele foi conhecido por aprofundar-se em temas ligados à tensão sexual e à angústia espiritual e moral em ambientes de cidades pequenas, questões das quais tratou em seus quatro romances e uma novela sobre a vida do fictício Harry “Coelho” Angstrom.

“Rabbit is Rich”, publicado em 1981, recebeu o Prêmio Pulitzer de ficção. Uma década mais tarde, “Rabbit at Rest” recebeu um segundo Pulitzer.

Um dos escritores mais prolíficos dos EUA, Updike era quase tão aclamado por seus contos, poemas e ensaios críticos quanto por seus romances.

Para muitos leitores, ele era conhecido como fonte aparentemente interminável de contos na revista The New Yorker.

Nascido em Reading, Pensilvânia, Updike estudou inglês na Universidade Harvard, onde escreveu na revista satírica Harvard Lampoon, mais tarde editando-a. Posteriormente, entrou para a redação da New Yorker.

Em entrevista que concedeu à Reuters em 2005, ele disse que a visão que tinha dele próprio como escritor mudara nos últimos anos, à medida que produziu um volume crescente de crítica de arte e literária e enfrentou dificuldades com o gênero dos contos.

Indagado sobre o gênero que preferia -- contos, romances, poesia ou crítica literária --, ele fez uma pausa.

“Se me tivessem feito essa pergunta dez anos atrás, eu teria dito que me sentia mais em casa escrevendo contos. Mas não sei se ainda me sinto mais totalmente em casa nele. Talvez eu já tenha escrito todos meus contos”, disse ele.

“Num conto, por ser um formato curto, é preciso fazer tudo contribuir para um certo efeito no final. Talvez eu tenha perdido os músculos necessários para dar conta dessa façanha muscular”, disse ele. “Mas, de qualquer maneira, continuo tentando.”

Updike foi franco em relação à necessidade de ter seus escritos publicados e pagos, dizendo:

“Eu me tornei um resenhista de livros e arte, muito mais do que jamais planejei. Quando você se senta para escrever uma dessas resenhas, pelo menos tem a tranquilidade de saber que ela será publicada e você receberá por isso. Não é o caso dos contos.”

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