Angelina Jolie pede que Tailândia aceite refugiados rohingyas

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 14:50 BRST
 

GENEBRA (Reuters) - A atriz norte-americana Angelina Jolie, embaixadora da boa vontade de uma agência da Organização das Nações Unidas que cuida de refugiados, fez um apelo a Tailândia na quinta-feira para que receba refugiados muçulmanos que estão fugindo de Mianmar.

O tratamento dado pela Tailândia aos rohingyas, uma minoria muçulmana oprimida em Mianmar, país de maioria budista, vem sendo largamente condenado, enquanto surgem evidências de que centenas deles foram arrebanhados por militares tailandeses e rebocados até alto mar.

Jolie fez o pedido durante visita a campos de refugiados no norte da Tailândia que abrigam 111 mil refugiados cristãos de Mianmar, em sua maioria da etnia karen.

"A vista a Ban Mai Nai Soi, onde pude ver como a Tailândia vem sendo hospitaleira com 111 mil refugiados em sua maioria karen e karenni ao longo dos anos, me faz esperar que ela seja igualmente generosa com os refugiados rohingyas que agora estão chegando às costas do país", disse Jolie em comunicado divulgado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Desde 2001, quando se tornou embaixadora da boa vontade da agência sediada em Genebra, Jolie já visitou refugiados em mais de 20 lugares de conflito, incluindo Iraque, Afeganistão, Paquistão e Sudão.

Dois rohingyas encontrados esta semana ao largo da Indonésia disseram que foram espancados pelo exército tailandês e então deixados à deriva em barcos precários, sem motores.

As forças tailandesas admitem ter rebocado centenas de rohingyas para o mar e os deixado à deriva, mas insistiu que eles tinham alimentos e água e negou relatos segundo os quais os motores dos barcos teriam sido sabotados.

 
<p>A atriz norte-americana Angelina Jolie, embaixadora da boa vontade de uma ag&ecirc;ncia da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas que cuida de refugiados, fez um apelo a Tail&acirc;ndia na quinta-feira para que receba refugiados mu&ccedil;ulmanos que est&atilde;o fugindo de Mianmar. REUTERS/Michael Caronna (JAPAN)</p>