18 de Fevereiro de 2009 / às 16:54 / 9 anos atrás

Rainhas estreantes lutam para brilhar entre veteranas no Rio

<p>Foto de arquivo de Luma de Oliveira, rainha de bateria da Caprichosos de Pilares em 2005. Este ano ela desfila pela Portela. REUTERS/Sergio Moraes</p>

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Elas não somam pontos para suas escolas na avaliação dos jurados, mas nenhuma agremiação ousa desfilar na Marques de Sapucaí sem uma linda rainha de bateria à frente de seus ritmistas.

Este ano, três novatas tentarão deixar sua marca entre as beldades que concentram a maior parte dos holofotes, mas Paola Oliveira, Valesca “Popozuda” Santos e Juliane Almeida terão que mostrar mais do que samba no pé para desbancar veteranas como Luma de Oliveira, Luisa Brunet e Viviane Araújo.

Ao desfilar numa das posições de maior prestígio do Carnaval, as rainhas de bateria são vistas como responsáveis por levantar a platéia para a passagem do coração da escola.

Na maioria das vezes, as fantasias são minúsculas, e os sacrifícios para que o corpo esteja o mais perto possível da perfeição vão desde dietas superígidas até intervenções cirúrgicas.

“Não como nem gordura, nem açúcar, nem sal. E faço academia todos os dias pelo menos uma hora”, disse à Reuters Juliane Almeida, de 24 anos, que herdou o posto de rainha da Viradouro das mãos da atriz Juliana Paes.

“Só penso em fazer o meu melhor na avenida. Cada rainha tem o seu estilo, algumas já são bastante reconhecidas, mas acho que há espaço para todas. É uma posição especial, não é para qualquer uma”, acrescentou a dançarina do grupo É o Tchan, que ainda fará apresentações no Norte e Nordeste com a banda de axé, na véspera do desfile, antes de voltar ao Rio para o Carnaval.

Entre as rainhas estreantes, a atriz Paola Oliveira é a que carrega a maior responsabilidade nas costas. Depois de fazer sucesso na televisão e no cinema, a paulista substituirá na Grande Rio a também atriz Grazi Massafera.

Dentro da escola de Duque de Caxias, que tradicionalmente tem madrinhas com fama conquistada na TV, Paola surpreendeu pela simpatia e simplicidade, segundo um membro da agremiação.

“A Paola está sendo considerada uma das rainhas mais populares que já passou pela escola. Além de sambar o tempo todo, uma coisa que está chamando muito a atenção da gente é o carinho dela com as crianças”, disse o assessor da escola, Avelino Ribeiro.

A terceira estreante é Valesca “Popozuda”, que assim como Paola precisou fazer aulas de samba após assumir o cargo na Porto da Pedra. Vocalista do grupo de funk Gaiola das Popozudas, a ex-frentista Valesca fará sua estréia não apenas como rainha, mas também na Sapucaí. E promete levar para o Carnaval alguns passos da dança que a tornaram famosa.

Mas as novidades são minoria, e a volta de Luma de Oliveira após quatro anos afastada da passarela promete ser o grande apogeu entre as rainhas do Carnaval. Luma, que fez sua estreia em 1987, desfilará na Portela, substituindo Adriana Bombom.

Além dela, Luiza Brunet, na Imperatriz, Vivi Araújo (Salgueiro), Adriano Galisteu (Unidos da Tijuca), Raíssa Oliveira (Beija-Flor) e Quitéria Chagas (Império Serrano) são as outras veteranas do Carnaval que voltam a desfilar como rainhas. A ex-miss Brasil Natália Guimarães estará mais uma vez à frente da bateria da Vila Isabel.

A mais jovem rainha do Carnaval, Raíssa de Oliveira, com 18 anos, confessa que quando o Carnaval acaba, “fica faltando alguma coisa”. Apesar da idade, a madrinha da Beija-Flor conta com a experiência de quem está na cobiçada posição desde os 12 anos.

Reportagem adicional de Stuart Grudgings

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