Juiz rejeita novo pedido de Polanski em condenação por estupro

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 15:02 BRT
 

Por Dan Whitcomb e Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - O diretor ganhador do Oscar Roman Polanski teve rejeitado um novo pedido para reverter a condenação que sofreu há 30 anos por fazer sexo com uma menina de 13 anos.

Um juiz de Los Angeles se recusou, na terça-feira, a considerar o pedido, enquanto o cineasta for um fugitivo.

Mas o juiz da Corte Superior, Peter Espinoza, disse que está disposto a reconsiderar sua decisão, caso Polanski -- que fugiu dos Estados Unidos para a França em 1978 depois de ser considerado culpado -- volte a se apresentar à corte de Los Angeles no dia 7 de maio.

O diretor de "Bebê de Rosemary", hoje com 75 anos, tentou ter sua sentença anulada, alegando que o juiz do caso, já morto, foi guiado de forma errônea por um promotor.

As acusações ganharam a atenção do público graças ao documentário "Roman Polanski: procurado e desejado", no qual o promotor, o vice-procurador distrital do condado de Los Angeles, David Wells, falou sobre o contato que teve com o juiz.

"É difícil contestar que algumas das condutas retratadas no documentário foram erradas", disse Espinoza, dando uma pequena vitória ao cineasta.

Polanski sofreu seis acusações, incluindo estupro, por fazer sexo com uma menina de 13 anos, após dar a ela champanhe e drogas.

Ele insistiu que a relação sexual foi consensual, mas declarou-se culpado em uma das acusações (sexo com uma menor), o que pode valer a sentença de até 20 anos de prisão.

Em 1978, Polanski foi detido para avaliação psiquiátrica, mas fugiu antes de receber a sentença porque se convenceu que o juiz queria mandá-lo de volta à prisão.

Sendo cidadão francês, Polanski não pode ser extraditado, porém pode ser preso caso pise novamente em solo norte-americano.

 
<p>Diretor Roman Polanski em foto de arquivo de setembro de 2008. Nesta quarta-feira ele teve rejeitado seu pedido para reverter uma condena&ccedil;&atilde;o que sofreu h&aacute; 30 anos por fazer sexo com uma menina de 13 anos. REUTERS/Ina Fassbender/Files (GERMANY)</p>