Empresas de moda enxugam o perfil de seus desfiles

terça-feira, 3 de março de 2009 16:30 BRT
 

Por Astrid Wendlandt e Marie-Louise Gumuchian

PARIS/MILÃO (Reuters) - Champanhe e canapés caros viraram raridade, as listas de convidados encolheram, e está mais difícil encontrar celebridades nas primeiras fileiras de alguns desfiles de moda hoje em dia.

De Nova York a Londres, Paris e Milão, as maisons de moda, especialmente as menores, vêm reduzindo suas despesas nas passarelas, enquanto outras eliminaram seus desfiles por completo. São sinais de que o setor de luxo está sentindo o impacto da recessão.

Na semana de moda feminina de Milão, que termina em 4 de março, os desfiles caíram para 79, contra 99 no ano passado.

Um exemplo de grife que decidiu não fazer um desfile foi a La Perla, que optou por apresentar sua coleção a compradores, com hora marcada.

Em janeiro houve 20 por cento menos desfiles na semana de moda masculina em Milão. O setor têxtil e de roupas italiano já está pedindo ajuda ao governo, à medida que a crise afeta a demanda por roupas e acessórios.

Os compradores - de pequenas butiques modernas em Paris ou Milão ou de lojas de departamentos como as nova-iorquinas Saks e Bloomingdale's - que assistiram aos desfiles disseram que pretendem reduzir suas compras este ano, alguns em até 30 por cento.

Na semana de moda de Nova York, em janeiro, os frequentadores regulares disseram que os desfiles estavam menores, havia lugares vagos em vários deles, as sacolas usuais de brindes estavam magras ou ausentes, e vários rostos familiares no setor da moda estavam ausentes no público.

Marc Jacobs, que tem sua grife própria e também cria para a Louis Vuitton, reduziu os convites para seu desfile em Nova York em 50 por cento, para mil.   Continuação...