"Watchmen" quer conquistar o grande público

quarta-feira, 4 de março de 2009 14:13 BRT
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - Os criadores de "Watchmen" descrevem o filme como uma versão nova e psicologicamente complexa do gênero dos filmes sobre super-heróis, mas esperam que ele conquiste as bilheterias do mesmo modo como vêm fazendo os filmes convencionais baseados em super-heróis de quadrinhos.

Para isso, "Watchmen", que estreia em todo o mundo esta semana, terá que atrair espectadores que nunca ouviram falar em personagens como Rorschach, Dr. Manhattan e Silk Spectre e que querem emoção e aventura, disseram analistas.

Durante anos considerou-se que seria impossível fazer um filme baseado nos romances em quadrinhos dos anos 1980 "Watchmen", de Alan Moore e Dave Gibbons, em função da multiplicidade de personagens, da violência, das digressões e da abundância de diálogos.

"É um material difícil. Não dá para resumir numa cabeça de alfinete", afirmou a jornalistas o produtor Larry Gordon.

Mas o co-produtor Lloyd Levin disse que o público vem se sofisticando.

"O público de cinema de hoje alcançou o público dos quadrinhos dos anos 1980, e os super-heróis já fazem parte da tendência. Acho que existe a oportunidade de avançar um pouco mais."

"Watchmen" custou cerca de 120 milhões de dólares para ser feito e tem duas horas e 43 minutos de duração. A história acontece em 1985, em meio ao fantasma de uma guerra nuclear entre os EUA e a União Soviética.

O único super-herói com poderes reais é um cientista bizarro chamado Dr. Manhattan que é quase onipotente, mas foge para Marte porque não consegue entender os humanos, especialmente as mulheres. Billy Crudup faz o Dr. Manhattan, frequentemente nu e que ostenta um brilho azul gerado por computador.   Continuação...

 
<p>O ator Billy Crudup na festa de lan&ccedil;amento do filme "Watchmen", em Hollywood. Os criadores de "Watchmen" descrevem o filme como uma vers&atilde;o nova e psicologicamente complexa do g&ecirc;nero dos filmes sobre super-her&oacute;is, mas esperam que ele conquiste as bilheterias do mesmo modo como v&ecirc;m fazendo os filmes convencionais baseados em super-her&oacute;is de quadrinhos. REUTERS/Mario Anzuoni (ESTADOS UNIDOS)</p>