ESTREIA-"O Menino da Porteira" renova sucesso sertanejo de 1976

quinta-feira, 5 de março de 2009 17:01 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - "O Menino da Porteira", de Jeremias Moreira, é uma das apostas do cinema nacional neste ano para repetir, ao menos em parte, o sucesso da comédia "Se Eu Fosse Você 2", que acaba de tornar-se o filme mais visto e rentável desde a retomada, a partir de 1995. O longa estreia na sexta-feira em 270 salas, ou 12 por cento de todo o circuito no país.

Refilmagem da obra homônima de 1976, que tinha o cantor Sérgio Reis como protagonista, "O Menino da Porteira" renova a fórmula do drama romântico-musical que foi sucesso de público, com 4,5 milhões de espectadores. Agora, quem interpreta o boiadeiro Diogo é o cantor sertanejo Daniel, que faz seu primeiro papel como protagonista depois de atuar em "Xuxa Requebra" (1999) e "Didi, O Cupido Trapalhão" (2003).

Ambientada nos anos 1950, a história acompanha as aventuras de Diogo, boiadeiro independente, que vive de conduzir boiadas a serviço de fazendeiros. Desta vez, ele trabalha numa empreitada para o major Batista (José de Abreu, de "Vingança"), proprietário da Fazenda Ouro Fino.

Batista é o chefão da região, impondo aos sitiantes menores que lhe vendam suas terras e seu gado ao preço que estabelece. Caso contrário, manda seus capangas usar de violência.

Decididos a enfrentar o major, um grupo de pequenos criadores, liderados por Otacílio (Eucir de Souza, de "Meu Mundo em Perigo"), procura Diogo para levar seu gado para ser vendido em melhores condições fora dali. Quando Diogo aceita, está selada uma declaração de guerra contra o major.

A guerra ganha um tempero romântico quando a enteada do major, Juliana (Vanessa Giácomo, da novela "Cabocla") se apaixona por Diogo. O lado trágico se prepara na reação do major, que não mede forças para barrar a saída do gado dos sitiantes, mesmo que isso custe a vida de alguém.

O papel fundamental de Rodrigo, o menino da porteira, filho de Otacílio, é de João Pedro Carvalho, de 7 anos. Ele estreou no cinema ainda bebê, numa ponta em "Acquária" (2003).

Para contrabalançar o aspecto dramático da história, que teve locações em Brotas e no polo cinematográfico de Paulínia, ambas em São Paulo, usa-se de muito humor no retrato de vários personagens caipiras. É o caso do cozinheiro Zé Coqueiro (Antônio Edson, do grupo teatral mineiro Galpão), que foge como o diabo da cruz da paixão incontrolável da solteirona Filoca (Rosi Campos, de "O Castelo Rá-Tim-Bum - O Filme").

Como no filme original, que também foi dirigido por Jeremias Moreira e produzido por Moracy do Val, a música sertaneja ocupa um lugar central. Além da famosa canção-título, composta em 1955 por Luizinho (música) e Teddy Vieira (letra), outras muito conhecidas estão na trilha - caso de "Índia", "Cabecinha no Ombro", "Tocando em Frente" e "Disparada".   Continuação...