13 de Março de 2009 / às 18:04 / 8 anos atrás

Pete Doherty é saudado por estréia solo, mas será tarde demais?

<p>Doherty toca durante show da banda Babyshambles no Festival de Jazz de Montreux, na Su&iacute;&ccedil;a, em 2008.Denis Balibouse</p>

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters Life!) - O roqueiro Pete Doherty é presença constante nos tablóides há anos, fazendo manchetes por seu relacionamento conturbado com a supermodelo Kate Moss, seus probelamas frequentes com a lei, sua batalha com as drogas ou o período que passou atrás das grades.

Mas o músico britânico de 30 anos quer deixar tudo isso para trás com seu primeiro álbum solo, "Peter Doherty: Grace/Wastelands", que coloca o "r" de volta em seu nome e, para muitos críticos, assinala que ele é um artista que merece ser levado a sério.

O que é menos certo, afirmam, é se o disco conseguirá agradar a um público maior que o pequeno número de fãs fiéis do cantor.

"O resultado não é perfeito, mas é o primeiro álbum em que Doherty trabalha desde a estréia dos Libertines que não requer uma defesa especial", escrevue Alexis Petridis no The Guardian, numa resenha em que o álbum ganha quatro estrelas.

"Pete Doherty pode, afinal, ter mais a nos mostrar que uma interminável e indizivelmente deprimente comédia de erros."

A imagem pública conturbada de Doherty é contrabalançada em parte por sua fama de autor de letras de qualidade, que lhe valeu o título extra-oficial de "poeta do povo", além de seu status de ícone da moda que costuma ser visto usando calças skinny, gravatas finas e chapéu de feltro com vinco no meio.

De acordo com seu perfil de artista no site da gravadora EMI, o lançamento do primeiro álbum solo de Doherty foi "uma das coisas mais assustadoras que ele já fez".

"Quando eu estava na clínica de reabilitação, viviam me dizendo que tenho problemas de auto-estima, então eu acreditei, mas aquilo não penetrou realmente", disse Doherty.

"Mas agora eu vejo que é verdade, porque não acredito realmente nas pessoas quando me dizem que adoraram o disco ou que curtem ouvir as canções. Talvez eu esteja deturpado, sabe?"

O álbum é um misto de canções novas e velhas, conta com o guitarrista do Blur, Graham Coxon, e foi produzido por Stephen Street, que já trabalhou com o The Smiths, uma das maiores influências de Doherty, e a banda Babyshambles, da qual Doherty é o vocalista.

As resenhas têm sido em sua maioria positivas. Vários críticos deram quatro estrelas a "Grace/Wastelands". Mas outros críticos se perguntam, porém, se o álbum não está um pouco tarde demais.

"Se o álbum será o suficiente para interromper a queda gradual de Doherty, isso é uma pergunta interessante", escreveu Petridis. "Existe a possibilidade de que já seja tarde demais."

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