Pete Doherty é saudado por estréia solo, mas será tarde demais?

sexta-feira, 13 de março de 2009 15:59 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters Life!) - O roqueiro Pete Doherty é presença constante nos tablóides há anos, fazendo manchetes por seu relacionamento conturbado com a supermodelo Kate Moss, seus probelamas frequentes com a lei, sua batalha com as drogas ou o período que passou atrás das grades.

Mas o músico britânico de 30 anos quer deixar tudo isso para trás com seu primeiro álbum solo, "Peter Doherty: Grace/Wastelands", que coloca o "r" de volta em seu nome e, para muitos críticos, assinala que ele é um artista que merece ser levado a sério.

O que é menos certo, afirmam, é se o disco conseguirá agradar a um público maior que o pequeno número de fãs fiéis do cantor.

"O resultado não é perfeito, mas é o primeiro álbum em que Doherty trabalha desde a estréia dos Libertines que não requer uma defesa especial", escrevue Alexis Petridis no The Guardian, numa resenha em que o álbum ganha quatro estrelas.

"Pete Doherty pode, afinal, ter mais a nos mostrar que uma interminável e indizivelmente deprimente comédia de erros."

A imagem pública conturbada de Doherty é contrabalançada em parte por sua fama de autor de letras de qualidade, que lhe valeu o título extra-oficial de "poeta do povo", além de seu status de ícone da moda que costuma ser visto usando calças skinny, gravatas finas e chapéu de feltro com vinco no meio.

De acordo com seu perfil de artista no site da gravadora EMI, o lançamento do primeiro álbum solo de Doherty foi "uma das coisas mais assustadoras que ele já fez".

"Quando eu estava na clínica de reabilitação, viviam me dizendo que tenho problemas de auto-estima, então eu acreditei, mas aquilo não penetrou realmente", disse Doherty.   Continuação...

 
<p>Doherty toca durante show da banda Babyshambles no Festival de Jazz de Montreux, na Su&iacute;&ccedil;a, em 2008. REUTERS/Denis Balibouse</p>