"Pole dance" comportado é alternativa de exercício para amadoras

sexta-feira, 20 de março de 2009 16:57 BRT
 

Por James B. Kelleher

CHICAGO (Reuters Life!) - Nada de espartilhos, adesivos nos seios, biquínis fio dental ou cinta-liga. E, acima de tudo, nada de nudez. Será que esse é o futuro do "pole dancing"?

Essa técnica sensual, próxima do strip tease e popularizada por filmes como "O Lutador" ou séries de TV como "Desperate Housewives", está deixando de lado a imagem decadente e reivindicando mais respeitabilidade graças a um novo tipo de praticantes, atraídas para o palco pelo preparo físico que o "pole dancing" exige, assim como pelo "sex appeal" que ele emana.

Algumas, como Porscha Williams, universitária de 22 anos de Chicago, simplesmente veem o "pole dancing" como uma nova forma de exercício, um jeito de tornar a malhação divertida e desafiadora.

"Estou ganhando muito preparo cardíaco e muita força nos membros superiores por causa do 'pole'", disse ela numa noite recente, após se exercitar em uma academia chamada Flirty Girl Fitness (algo como "academia da garota sedutora").

Outras encaram o "pole dancing", cujas raízes remontam a um tradicional treinamento indiano de agilidade, o "mallakhamb", como um esporte competitivo, prestes a se tornar uma febre entre atletas amadores.

"Adoraria ver isso na Olimpíada, seria certamente um marco para o esporte", disse Anna Grundstrom, cofundadora da Federação de Pole Dance dos EUA. "Mas temos muito trabalho a fazer antes de chegar lá."

Neste mês, a federação organizou o seu primeiro campeonato, em Nova York. Os juízes eram dançarinas e coreógrafos profissionais --não, não havia homens arregimentados em alguma boate dos arredores.

Só duas coisas restaram das origens comuns do esporte com o strip-tease: as músicas sugestivas e os saltos de 20 centímetros. Grundstrom defende esse item da indumentária, comparando-as às sapatilhas das bailarinas, e lembra que elas tornam os movimentos mais difíceis, deixando o esporte mais competitivo e atraente.

"Não estamos tentando tirar a sensualidade deste esporte", disse Grundstrom. "Sabe, não estamos tentando transformá-lo na ginástica sobre uma haste vertical. Ainda é uma forma sensual de arte. Sei que as pessoas associam os saltos altos ao strip-tease. Mas nós não tiramos nossas roupas."

 
<p>Porscha Williams assiste o instrutor durante uma aula de "pole dance", na Flirty Girl Fitness (algo como "academia da garota sedutora"), em Chicago. 17/02/2009. REUTERS/John Gress</p>