New York Times demite funcionários e reduz salários por crise

sexta-feira, 27 de março de 2009 10:33 BRT
 

Por Robert MacMillan

NOVA YORK (Reuters) - A The New York Times Company, responsável por um dos jornais mais importantes do mundo, demitiu 100 pessoas na quinta-feira e reduziu os salários dos funcionários restantes em 5 por cento pelo resto do ano.

A empresa disse ainda que, se não conseguir que seus funcionários sindicalizados concordem com uma redução semelhante, pode ser obrigada a cortar empregos na redação do jornal que leva seu nome.

A notícia, que a empresa divulgou em dois memorandos de executivos da companhia, saiu no mesmo dia em que o jornal rival The Washington Post anunciou que quer fechar acordos com um número não informado de funcionários para que se aposentem antes do prazo previsto.

As duas empresas estão sentindo os efeitos de uma queda em sua receita publicitária. A empresa-mãe do New York Times enfrenta uma dívida grande e mantém uma operação jornalística cara. O Washington Post está operando no vermelho.

O New York Times disse que funcionários não sindicalizados do New York Times Media Group, The Boston Globe e outras unidades terão um corte de 5 por cento em seus salários. Em outras unidades da companhia, incluindo o jornal Worcester e outros jornais, o corte será de 2,5 por cento.

Estão sendo demitidos cerca de 100 funcionários da área comercial do The New York Times. Cerca de 15 funcionários sindicalizados foram demitidos, segundo comunicado divulgado na quinta-feira pelo Sindicato dos Jornais de Nova York. Não ficou claro se essas 15 demissões fazem parte das 100 anunciadas pela empresa.

"Esta foi uma decisão muito difícil de tomar", disse um dos memorandos, assinado pelo co-presidente do New York Times Arthur Sulzberger Jr. e pela executiva-chefe da New York Times Company, Janet Robinson. "O ambiente em que estamos vivendo é o mais difícil que já enfrentamos em todos nossos anos atuando neste setor."

A empresa exortou os funcionários sindicalizados a concordarem com a redução salarial e com um aumento de seu tempo de férias. Uma carta assinada por vários executivos, incluindo o editor executivo do jornal New York Times, Bill Keller, disse que a adesão dos sindicatos em Nova York pode ajudar a evitar a possibilidade de demissões na redação do jornal.

 
<p>Policial na frente do edif&iacute;cio do jornal New York Times, em Nova York. 22/10/2008. REUTERS/Mike Segar</p>