31 de Março de 2009 / às 13:59 / 8 anos atrás

Rainha Vitória surge como grande "criadora de imagem" da realeza

Por Ian MacKenzie

EDIMBURGO (Reuters) - Duas pinturas da rainha Vitória feitas por Edwin Landseer, expostas numa mostra em Edimburgo de obras da coleção real britânica, ressaltam o talento da monarca do século 19 como uma das grandes "criadoras de imagens" da realeza britânica.

A mostra "The Conversation Piece: scenes of fashionable life", em exposição na Queen's Gallery no palácio Holyrood, mostra o lado informal da vida e do entretenimento da família real e da aristocracia britânicas.

A mostra traz 36 obras de vários artistas europeus e ingleses fortemente influenciados pelos grandes pintores holandeses e flamengos, com seu domínio da textura e dos detalhes finos.

Desmond Shaw-Taylor, o superintendente das pinturas da rainha, disse que Landseer (1803-1873) dominou magistralmente a técnica "holandesa" nos retratos que fez da rainha Vitória com lápis na mão, fazendo um desenho, com sua família jovem às margens do lago Lagan, na região montanhosa da Escócia, e com seu marido, o príncipe Albert, que acabava de retornar de uma caçada, e a princesa real no castelo de Windsor.

Cenas como essas, expondo uma família normal, saudável e amorosa, eram uma forma de propaganda difundida para o público através de gravuras para ressaltar a respeitabilidade da vida familiar da rainha.

Shaw-Taylor evitou o termo "propagandístico", mas disse que Vitória foi sem dúvida uma das maiores "criadoras de imagens" que a família real já teve.

Ele disse que a exposição nasceu do desejo de exibir as obras do artista neoclássico alemão Johan Zoffany (1733/4-1810), cuja habilidade em produzir retratos miniaturizados e cópias de outras obras-primas dentro de um único trabalho maior é espantosa.

As pinturas expostas refletem a alta sociedade inglesa da época e formam um contraste interessante com o que se poderia ver na França, por exemplo.

Fora dos grupos familiares, o entretenimento é algo muito masculino.

No retrato detalhado feito por Zoffany de membros da Royal Academy em Londres olhando um modelo masculino nu na sala de desenho, as duas mulheres membros da academia estão presentes apenas através de seus retratos na parede.

"Seria inapropriado que elas olhassem um modelo sem roupas", explicou Shaw-Taylor.

Na França do século 18, onde, após a morte em 1715 do rei Luís 14, o Rei Sol, a sociedade se mudara de Versalhes para Paris, havia uma mistura muito maior de homens e mulheres em salões e soirées.

Os franceses sempre ficaram perplexos diante da atitude dos ingleses em relação a homens e mulheres.

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