March 31, 2009 / 11:50 PM / 8 years ago

Após 15 anos, série ER dá seu último suspiro

3 Min, DE LEITURA

<p>Ator John Stamos com o produtor-executivo da s&eacute;rie ER, John Wells, na festa de despedida, em Hollywood. 28/03/2009.Fred Prouser</p>

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - A série dramática ER, que em 15 anos de sangue, suor e lágrimas mudou a narrativa televisiva nos Estados Unidos, dá nesta semana seu último suspiro, num especial de duas horas que a rede NBC transmite na quinta-feira.

O programa, que quase não saiu do papel, lançou para o estrelato atores como George Clooney e recebeu 22 prêmios Emmy, o mais importante da televisão norte-americana.

Ao longo dos anos, a narrativa frenética de ER muitas vezes deixou histórias sem resolver, e a despedida não terá um desfecho marcante nem emotivo.

Vários ex-astros do programa, como Clooney (que saiu em 1999), Julianna Margulies, Anthony Edwards, Eriq La Salle e Noah Wyle, fizeram aparições especiais nesta última temporada. Antes do episódio final, irá ao ar uma retrospectiva.

"Espalhamos (os convidados especiais) ao longo da temporada", disse o produtor-executivo John Wells, autor do episódio derradeiro, à revista Entertainment Weekly.

"Eu não quis fazer algo como alguém morre, ou há uma celebração, ou o hospital fecha, então por isso todo mundo volta. Eu quis que fosse natural", disse.

O autor Michael Crichton, que morreu vítima de câncer em 2008, escreveu o roteiro de ER em 1974, baseando-se na sua experiência como estagiário de medicina num pronto-socorro.

Mas o projeto não deu em nada até que Crichton trabalhasse com o diretor Steven Spielberg em "Parque dos Dinossauros" (1993) e os dois voltassem sua atenção para um piloto que foi ao ar em setembro de 1994.

O ritmo frenético de ER, o complexo uso do jargão médico e as muitas tramas paralelas contradiziam o formato do "mistério médico" usado na maioria das séries de TV sobre hospitais até então.

A nova fórmula caiu no gosto popular, e entre 1995 e 99 ER foi o drama mais visto nos EUA. Ele também foi exibido em 195 países, e foi dublado ou legendado em 22 idiomas. Na TV aberta brasileira, recebeu o nome de "Plantão Médico".

"Estávamos no Quênia, em Nairóbi, no aeroporto, e todo mundo sabia quem eu era", disse a atriz Alex Kingston numa recente festa do programa em Hollywood. "Foi meio estranho, mas o programa é grande assim."

Nas últimas temporadas, porém, a audiência decaiu, ficando hoje entre 7 e 8 milhões de espectadores por episódio nos EUA - menos de metade do auge.

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