Justiça nega pedido de Madonna para adotar criança no Malaui

sexta-feira, 3 de abril de 2009 10:31 BRT
 

LILONGUE (Reuters) - A cantora norte-americana Madonna não terá a permissão para adotar uma segunda criança do Malaui, uma menina de 4 anos de idade chamada Mercy James, decidiu a Suprema Corte do país africano nesta sexta-feira.

A decisão agradará ativistas que dizem que as autoridades concederam tratamento especial à cantora. O governo do Malaui, que foi criticado após a adoção por Madonna de um menino malauiano de 13 meses, disse na quinta-feira que iria apoiar uma segunda adoção.

O escrivão da corte Ken Manda disse a repórteres que o pedido de Madonna para adotar Mercy foi negado porque a estrela não é residente no Malaui.

Uma epidemia de Aids no empobrecido país do sul da África já resultou em mais de 1 milhão de órfãos.

Em sua sentença, o juiz Esimir Chombo advertiu contra pedidos de adoções por celebridades, dizendo que isto poderia conduzir a um tráfico de crianças.

"Qualquer um pode vir ao Malaui e preparar depressa uma adoção que poderá ter consequências graves em cada criança que a lei procura proteger", ela disse.

O advogado de Madonna, Alan Chinula, disse que ela poderia entrar com um recurso na Suprema Corte na sexta-feira. Seu porta-voz de Londres não estava imediatamente disponível para comentários.

Madonna já divertiu milhões ao redor do mundo com apresentações sensuais de músicas como "Material Girl" e "Papa Don't Preach", e também gerou polêmica durante sua trajetória.

Em 1989, o clipe de "Like a Prayer", com relações entre religião e erotismo, foi condenado pelo Vaticano e fez com que a Pepsi cancelasse um acordo de patrocínio com a cantora.   Continuação...

 
<p>Cantora norte-americana Madonna deixa a Suprema Corte em Lilongue. 30/03/2009. REUTERS/Antony Njuguna</p>