ESTREIA-Nicolas Cage volta ao suspense em "Presságio"

quarta-feira, 8 de abril de 2009 16:34 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de fazer relativo sucesso em filmes de suspense ("O Sacrifício" e "O Vidente"), Nicolas Cage volta ao gênero como o protagonista de "Presságio". Dirigida pelo cineasta egípcio Alex Proyas (de Eu, Robô), a produção coloca à prova a competência de Cage, ao reunir no mesmo roteiro, ficção científica, terror e muito drama.

A história começa ainda na década de 1950, com um simples exercício de escola. As crianças devem fazer desenhos sobre como imaginam que será a vida no futuro. Estes seriam guardados em uma espécie de cápsula do tempo, para serem abertos 50 anos mais tarde, em uma comemoração do tal colégio.

Ao contrário de seus colegas de classe, a jovem Lucinda Embry (Lara Robinson) preenche as folhas com números aparentemente desconexos. O fato de a menina ouvir vozes e ficar praticamente em transe enquanto anota os números já anuncia que nada de bom sairá dos papéis.

Cinco décadas depois, quem encontra o trabalho de Lucinda é Caleb (Chandler Canterbury), filho de John (Cage). Com um toque de sorte e oportuno conhecimento matemático, o astrofísico John desvenda o enigma: cada trecho de número remete à data, local e número de mortos das maiores tragédias enfrentadas pela humanidade nos últimos 50 anos (terremotos, enchentes, incêndios, ataques terroristas, guerras etc).

Como há algumas desgraças que ainda não ocorreram, John tentará impedi-las, especialmente a última, cujos números estão incompletos. Para a tarefa, ele contará com a ajuda da filha de Lucinda, Rose (Diana Wayland), que não esconde sua incredulidade sobre as previsões da mãe, a quem considerava maluca.

Enquanto John busca respostas, Caleb e Abby, filha de Rose, começam a ouvir vozes, ter visões e ser perseguidos pelo mesmo grupo soturno que assediava Lucinda. Misteriosos, eles parecem ser os responsáveis por tudo o que se vê na tela, até um final surpreendente.

Apesar do argumento forte, "Presságios" peca para irregularidade e as incongruências do roteiro. Embora nunca seja bom explicar demais a trama, faltam elementos essenciais para a compreensão do filme. Peca também pelo desfecho que, apesar de imprevisível, soa preguiçoso - lembra obras ruins de Stephen King, como "O Apanhador de Sonhos".

Sobra para Nicolas Cage, que selecionou mais um personagem ruim para representar. O ator, que tem maltratado sua carreira com filmes abaixo da média, como Perigo em Bangkok e A Lenda do Tesouro Perdido 2 - Livro dos Segredos, não consegue dar qualquer credibilidade à produção, cujo mérito é seu premissa.

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

 
<p>Ator Nicolas Cage em promo&ccedil;&atilde;o do filme "Press&aacute;gio" em Nova York. 08/03/2009. REUTERS/Lucas Jackson</p>