9 de Abril de 2009 / às 14:47 / 8 anos atrás

Seth Rogen muda imagem tola com personagem sombrio

<p>Seth Rogen, integrante do elenco do "Observe and Report", na estreia em Los Angeles. 06/04/2009.Phil McCarten</p>

Por Daniel Carlson

LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - Na tela grande, Seth Rogen frequentemente é um drogado pouco inteligente mas de bom coração. Mas o ator e roteirista está mudando essa imagem com a ajuda de papéis como o de um segurança mentalmente perturbado em "Observe and Report", que estreia na sexta nos EUA, e de um super-herói legítimo no ainda inédito "Besouro Verde", de Michel Gondry.

Ele também pretende estrelar e produzir (com seu amigo de infância Evan Goldberg) o misto de comédia e drama "I'm With Cancer" (escrito por seu amigo Will Reiser) e, depois disso, contracenar com Jay Baruchel em "Jay and Seth vs. The Apocalypse".

P: Geralmente existe uma doçura subjacente nos personagens que você representa. Como foi representar um sujeito que não tem nada de bom em "Observe and Report"?

R: Foi legal ser o cara que causa o desconforto. Acho que geralmente meus personagens são o sujeito que comenta sobre o desconforto ou que o desfaz.

P: Foi diferente trabalhar num filme não ligado a Judd Apatow? Como foi?

R: Sempre é instigante trabalhar com gente nova, ter experiências novas, ver como as outras pessoas fazem. Acho que, em última análise, trabalhar com o maior número possível de pessoas torna você um cineasta melhor. Com Judd há um nível de conforto grande -- a gente se entende perfeitamente --, mas curto trabalhar com outras pessoas também. Tenho certeza que ele também se cansa de mim.

P: É estressante filmar algo como "Observe", comparado com algo que você ajudou a escrever?

R: É muito mais fácil. Eu passava muito tempo no meu trailer assistindo a filmes e coisas assim. De vez em quando eu via (o produtor) Donald (De Line) e (o roteirista e diretor) Jody (Hill) tendo discussões intensas e pensava "cara, normalmente eu seria uma das pessoas nessa discussão. Agora posso ir assistir a 'Número 23' em meu trailer".

P: O filme é engraçado, mas também triste. Como é fazer uma comédia em que você faz um personagem tão sombrio?

R: Não é tão diferente assim. A gente aborda da mesma maneira. Talvez eu tenha um senso de humor distorcido, mas, para mim, é tudo engraçado. Para mim, a cena em que minha mãe morre é tão engraçada quanto a cena em que eu estou mandando Aziz (Ansari) ir à merda, e ele está fazendo o mesmo comigo. Por mais que sejam coisas sombrias ou doentias, assim que dizem "corta!" a gente já está dando risada.

P: Que gibis você anda lendo ultimamente?

R: Acabei de ler um, "Nightly News", que foi incrível. Eu o recomendo. Gostei de "The Sword", e "Old Man Logan" também. Acho que Damon Lindelof finalmente escreveu um terceiro volume de "Ultimate Hulk vs. Wolverine" que ele começou há uns quatro anos e meio. Leio qualquer coisa que Garth Ennis escreve. Ele é meu favorito.

P: Foi o gosto pelos quadrinhos que fez você se interessar por "Besouro Verde?"

R: Com certeza. Eu e Evan (Goldberg, seu co-roteirista e produtor) sempre quisemos fazer um filme de super-heróis sobre um herói e seu companheiro fiel. É o filme que estamos querendo escrever há anos -- desconstruir a relação entre o herói e seu fiel ajudante. Mas não conseguíamos. Então um dia recebemos uma ligação dizendo que "Besouro Verde" estava disponível e percebemos que seria o formato perfeito para fazermos nosso filme estranho sobre um herói e seu fiel ajudante.

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