17 de Abril de 2009 / às 14:36 / em 8 anos

Otimista e enxuto, Festival Tribeca quer servir de inspiração

<p>Robert De Niro e Jane Rosenthal, fundadores do Festival de Cinema Tribeca, em New York. 13/04/2008. REUTERS/Lucas Jackson</p>

Por Michelle Nichols

NOVA YORK (Reuters) - O Festival de Cinema Tribeca começará nesta quarta-feira, ofuscado por uma recessão nos EUA que reduziu em quase um terço os filmes que serão mostrados, mas, para tentar animar o público, os organizadores escolheram filmes mais otimistas para rechear a programação.

O festival nova-iorquino tradicionalmente exibe filmes que tratam de questões globais difíceis, mas desta vez, segundo seus fundadores, Robert De Niro e Jane Rosenthal, foi feito um esforço especial para alegrar o clima.

“Em tempos difíceis, mais pessoas gostam de ir ao cinema, e procuramos programar filmes mais leves para que as pessoas possam rir um pouco”, disse Rosenthal à Reuters em entrevista dada ao lado do ator premiado Robert De Niro, antes da oitava edição anual do festival.

“Há um equilíbrio, mas procuramos um pouco mais comédias”, disse ela. “Há um tema recorrente em todos os filmes este ano, quer sejam comédias, documentários, narrativas ou curtas: a sobrevivência.”

O festival teve problemas de patrocínio, tendo perdido o apoio da General Motors, que está sobrevivendo com bilhões de dólares em empréstimos do governo. Mas fechou um contrato de três anos com a Heineken e conseguiu outros patrocinadores.

“O festival está mais enxuto. As coisas têm sido difíceis”, comentou Rosenthal. “Mas acho que será um ótimo festival, porque as dificuldades sempre nos obrigam a procurar soluções mais criativas.”

Devido à crise financeira, disse ela, é mais importante que nunca que o festival se mantenha fiel a uma de suas metas originais: levar o maior número possível de cineastas para o público mais amplo possível, através de eventos gratuitos, incluindo sessões ao ar livre, uma feira de rua e debates.

“Esperamos proporcionar um pouco de inspiração, de esperança e algumas risadas”, disse Rosenthal, que fundou o festivalcom De Niro e seu marido, Criag Hatkoff, para tentar injetar nova vida no centro de Manhattan depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center.

Desde sua criação, em 2002, o festival já atraiu mais de 2 milhões de visitantes, gerou mais de 530 milhões de dólares em atividade econômica para Nova York e exibiu mais de 1.100 filmes de 80 países.

Este ano, Woody Allen vai abrir o festival com a première mundial de sua comédia “Whatever Works”, com Larry David.

O festival será encerrado com outra comédia, “My Life in Ruins”, estrelada por Nia Vardalos e Richard Dreyfuss.

Serão exibidos 85 longas de 32 países. Os filmes foram escolhidos de uma lista de mais de 2.200 trabalhos propostos.

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