Cartas revelam amor da filha de Mussolini por um comunista

sexta-feira, 17 de abril de 2009 16:04 BRT
 

Por Eliza Apperly

ROMA (Reuters) - Trinta e seis cartas de amor encontradas na ilha italiana de Lipari revelaram um caso de amor ilícito entre a filha do ex-ditador fascista Benito Mussolini e um destacado resistente comunista.

Escrita em francês, inglês e italiano, a correspondência secreta inspirou um livro recém-lançado, "Edda Ciano and the Communist. The unspeakable Passion of the Duce's Daughter"(Edda Ciano e o comunista: a paixão inefável da filha de Il Duce).

"Nada foi enfeitado", disse o autor Marcello Sorgi, que descreve seu livro como "reconstrução jornalística" do romance.

Datadas de entre setembro de 1945 e abril de 1947, as cartas mapeiam o caso de amor entre a filha mais velha de Mussolini e Leonida Bongiorno, líder comunista regional e filho de um antifascista influente.

Edda tinha sido casada anteriormente com Galeazzo Ciano, fascista leal que se tornou ministro do Exterior mas foi executado por seu sogro depois de afastar-se politicamente dele em julho de 1943. Apesar dos apelos de Edda, Mussolini ordenou que Ciano fosse amarrado a uma cadeira e fuzilado.

Após a queda do regime fascista, perto do final da 2a Guerra Mundial, Edda foi detida em Lipari, ao largo da Sicília.

Ali ela conheceu Bongiorno ao final de uma manifestação, e ele descreveu mais tarde a aparência dela, "como uma andorinha ferida com as asas despedaçadas."

O caso de amor que se seguiu é contado nas cartas, escondidas na casa do filho de Leonida, Edoardo, juntamente com lembranças com anotações, fotos e mechas de cabelo.   Continuação...