ESTREIA-Documentário "Terra" une realismo e esplendor visual

terça-feira, 21 de abril de 2009 15:34 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A extraordinária biodiversidade do planeta é celebrada pelo apuro visual do documentário "Terra", em pré-estreia nesta quarta-feira em 30 salas de todo o país para comemorar o Dia da Terra. A partir de sexta, pelo menos outras oito salas serão acrescentadas ao circuito do filme, que circula apenas em cópias dubladas.

Coproduzido em parceria pela BBC, o Discovery Channel e o Disney Nature, o filme de Alastair Fothergill e Mark Linfield, é na verdade, um prolongamento mais ambicioso da série "Planeta Terra" (2006), dirigida pelos mesmos cineastas e premiada com o Emmy.

Filmada ao longo de três anos por 40 diferentes equipes de cinegrafistas, a produção reúne imagens de beleza e força suficientes para fornecer um retrato das diversas regiões do planeta.

Independentemente dos riscos do aquecimento global, visíveis especialmente na sequência que apresenta a vida dos ursos polares no Ártico, "Terra" tem boas notícias a dar. A melhor delas, sobre a extraordinária capacidade de resistência e adaptação dos animais.

O foco principal do documentário está em acompanhar as migrações anuais de algumas espécies, ao longo de distâncias que superam milhares de quilômetros, em situações adversas como seca, degelo, tempestades e ataques de predadores.

No Ártico, segue-se o desafio de uma mãe ursa polar, saindo de sua toca no gelo acompanhada de dois filhotes, no final do inverno. Após meses de hibernação, ela deve encontrar alimento rapidamente. O mesmo desafio tem o macho de sua espécie, com o agravante de que se encontra isolado, bem longe, num ambiente mais inóspito.

Na África, manadas de elefantes percorrem milhares de quilômetros em busca da água distante. Em pleno período de seca, enfraquecidos, eles precisam manter um extremo esforço de resistência, encorajando os pequenos e frágeis filhotes a segui-los.

No oceano, uma baleia jubarte, igualmente em jejum há meses por conta do inverno, deve atravessar mais de quatro mil quilômetros em mar aberto e hostil, amamentando e conduzindo seu único filhote no rumo de águas mais quentes e repletas do seu alimento preferido, o krill, um tipo de camarão.

Mesmo que sejam estes os protagonistas das sequências principais, as câmeras são generosas em mostrar diversos filhotes de patos, macacos, pinguins e leões marinhos. Outro segmento curioso apresenta algumas das exóticas e multicoloridas espécies de aves-do-paraíso da Nova Guiné que, naquele país, são nada menos de 42.   Continuação...