14 de Maio de 2009 / às 13:30 / 8 anos atrás

ESTREIA-Hanks tenta salvar candidato papal em "Anjos e Demônios"

<p>Ator Tom Hanks, de "Anjos e Dem&ocirc;nios" em T&oacute;quio. 07/05/2009. REUTERS/Michael Caronna</p>

SÃO PAULO (Reuters) - O velho embate entre ciência e religião é o que impulsiona o badalado “Anjos e Demônios”, que estreia nesta sexta-feira em todo o país em 368 cópias legendadas e 129 dubladas.

Não espere, no entanto, discussões filosóficas ou questionamentos profundos - aqui, o objetivo é apenas ocupar o tempo durante duas horas e meia em uma sala escura, na companhia de Tom Hanks e Ewan McGregor, em meio a correrias estapafúrdias.

“Anjos e Demônios” não foge muito à fórmula de seu antecessor, “O Código Da Vinci” (2006), uma espécie de jogo de caça ao tesouro, no qual o público observa mas não brinca. Quem se diverte mesmo é o elenco que corre de um lado para outro, perseguido por câmeras e testemunhando explosões. Ron Howard é novamente o diretor, mas, dessa vez, produz um filme com ritmo mais intenso do que no primeiro da série.

Baseado no romance homônimo de Dan Brown - publicado antes de “O Código Da Vinci” -, o roteiro de David Koepp (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) e Akiva Goldsman (“O Código Da Vinci”) situa ação após os eventos do filme anterior - ao contrário do livro. Mas, no cômputo final, isso não faz a menor diferença.

A morte do papa dá início a ação, quando quatro cardeais, que podem ser seus sucessores, são sequestrados e uma perigosa bomba recém-criada é roubada. Acredita-se que os culpados sejam os Illuminati, uma seita com origens no Iluminismo, que pretende se vingar dos ataques que sofreram da Igreja Católica há dois séculos.

Os sequestradores prometem matar um refém por hora e explodir o Vaticano à meia-noite. Mas o simbologista Robert Langdon (Hanks) poderá salvar o dia, novamente. Pois ele é o único capaz de desvendar as pistas e impedir o assassinato dos cardeais e a destruição da sede da Igreja.

Na companhia da cientista Vittoria Vetra (Ayelet Zurer, de “Ponto de Vista”) Landgon cruza o Vaticano de um lado para o outro, tentando impedir assassinatos e desvendando códigos com uma percepção peculiar e impressionantemente rápida. Por mais ação que ocorra, não dá para ficar alheio ao absurdo da trama.

Só não sai em disparada pelos aposentos do Vaticano o alto escalão da Igreja Católica, comandada pelo homem de confiança do papa morto, agora um camerlengo (função exercida por um religioso que confirma a morte do papa e se encarrega dos preparativos para o conclave que elegerá o sucessor e realizará os funerais), interpretado por McGregor.

Há a suspeita de que exista alguém infiltrado. A investigação é comandada pelo chefe da Guarda Suíça, Richter (Stellan Skarsgård, de “Mamma Mia!”) e conta com o apoio do cardeal Strauss (Armin Mueller-Stahl, de “Senhores do Crime”), que preside o conclave que irá escolher o novo pontífice.

Deixando de lado os aspectos mais inverossímeis do livro de Brown - embora alguns estejam na tela - “Anjos e Demônios” é carente de surpresas até chegar ao final, quando desemboca em uma reviravolta atrás da outra.

Como em “O Código Da Vinci”, “Anjos e Demônios” gerou polêmica e protestos da Igreja Católica - inclusive proibição de filmar na Praça São Pedro, que teve de ser reconstruída em estúdio. No entanto, se os detratores do filme o tivessem visto antes de protestar, descobririam que o longa não depõe contra a Igreja Católica, ao contrário, é a ciência que nem sempre leva a melhor.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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